Técnico da Noruega nega provocação a Ancelotti: 'Maior respeito'

Stale Solbakken, técnico da Noruega - Foto: Hannah Mckay
Técnico da Noruega esclarece que fala dirigida a Ancelotti foi homenagem, não provocação, antes do duelo com o Brasil
Após classificar a Noruega para as oitavas de final da Copa do Mundo, onde o país enfrentará o Brasil, o técnico Stale Solbakken esclareceu que sua declaração direcionada a Carlo Ancelotti não teve tom de provocação.
Em contato com a imprensa nesta quarta-feira (1º), o treinador norueguês reforçou o respeito ao comandante italiano, classificando-o como um dos maiores técnicos da história do futebol.
"Foi mais uma homenagem a ele. Ele é um dos maiores, se não o maior, da história do futebol europeu. (...) Isso está longe de ser um insulto. Ele é talvez o maior treinador do futebol europeu, ao lado de Pep Guardiola e José Mourinho", declarou Solbakken.
O treinador completou afirmando que não havia qualquer intenção negativa por trás das palavras: "Temos o maior respeito por Ancelotti e pelo Brasil como nação. Acho que eles entenderam o humor da situação. Não houve nenhuma análise profunda por trás disso, foi apenas uma lembrança do que está por vir em alguns dias".
O "recado" a Carlo Ancelotti
De volta à Copa do Mundo após 28 anos de ausência, a Noruega está escrevendo uma página importante de sua história. A vitória sobre a Costa do Marfim garantiu ao país uma vaga nas oitavas de final do torneio.
Durante as comemorações no vestiário, Solbakken exaltou o feito da equipe e relembrou o longo período sem participações no Mundial. "Rapazes, vocês da seleção fizeram história. Não apenas na história do futebol do país, mas na história da Noruega como um todo. Isso é algo enorme, nunca mais vai acontecer. Nunca mais vamos viver algo assim repetidas vezes. E esses 28 anos de dor, tudo o que as pessoas sentem por todo este país, o que eu sinto aqui, o que vocês sentem… acabou. Nunca mais", discursou o treinador para o elenco.
Ao encerrar a fala, Solbakken projetou o confronto com a Seleção Brasileira de forma descontraída: "Pode esperar, Carlo Ancelotti. Estamos chegando".
A declaração repercutiu amplamente, mas o próprio técnico tratou de esclarecer que o tom era de leveza, e não de desafio ao comandante do Brasil.