Ambev tem lucro de R$ 3,47 bi com Copa

Cerveja pode ter reajuste | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Impulsionada pela Copa do Mundo 2026, a Ambev registrou alta de 24,5% no lucro líquido no segundo trimestre do ano
A Ambev, dona de marcas como Brahma, Budweiser e Stella Artois, registrou lucro líquido de R$ 3,47 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma alta de 24,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi impulsionado pela Copa do Mundo 2026, sediada nos Estados Unidos entre junho e julho, que lotou bares de torcedores e aqueceu o consumo de cerveja no país. Segundo a companhia, o desempenho foi beneficiado pelas ativações promovidas durante o campeonato, além de um portfólio de marcas mais completo. O mundial já era apontado pelo mercado como o principal teste da Ambev no ano. Na avaliação do Itaú BBA, o segundo trimestre seria um dos mais importantes para a companhia, já que o torneio deveria impulsionar o consumo de cerveja e servir de termômetro para as perspectivas do negócio em 2026. O resultado confirmou as expectativas positivas do setor.
O Ebitda, sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, atingiu R$ 6,37 bilhões, alta de 3,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando havia registrado R$ 6,15 bilhões. A métrica é utilizada para medir a geração operacional de caixa da empresa, eliminando detalhes contábeis e permitindo comparar a eficiência do negócio ao longo do tempo. Em relação à expansão dos volumes de cerveja no Brasil, o banco de investimentos BTG Pactual estimava um crescimento de 6,7%, mas argumentava que esse indicador não contaria toda a história do trimestre.
De acordo com o balanço divulgado pela Ambev, o volume no mercado brasileiro cresceu abaixo das estimativas, com alta de 5%. Segundo o BTG, o desempenho da Ambev dependeria principalmente de uma combinação que incluiria mix de produtos, reajustes de preços e controle de despesas, fatores que sustentaram resultados acima das expectativas nos últimos trimestres. A instituição também esperava crescimento da receita por hectolitro e novos ganhos de participação no segmento premium. A receita líquida da Ambev foi de R$ 20,14 bilhões, ligeiro aumento de 0,3% em comparação com o segundo trimestre de 2025. Contrariando a expectativa dos analistas, os custos não pesaram sobre a companhia. O BTG previa aumento do custo dos produtos vendidos por conta do impacto defasado da alta das commodities e da desvalorização do real, além de maiores despesas com publicidade e marketing relacionadas à Copa.