Aeronáutica repassou R$ 2,4 mi ao Banco Master entre 2024 e 2025

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Comando informou à Câmara dos Deputados os repasses de consignados de militares ao Banco Master entre 2024 e 2025
O Comando da Aeronáutica informou à Câmara dos Deputados que repassou R$ 2,4 milhões ao Banco Master entre 2024 e 2025 em operações de empréstimos consignados de militares. A revelação veio em resposta a um questionamento do deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), que solicitou detalhes sobre os repasses de recursos oriundos dos consignados de militares à instituição financeira. No documento encaminhado à Câmara, ao qual a coluna teve acesso, a Aeronáutica informou que, após a decretação da liquidação extrajudicial do banco de Daniel Vorcaro, manteve retidos R$ 456,9 mil.
Segundo o Comando da Força, esse montante é referente a valores de consignados dos meses de janeiro a abril de 2026 e foi retido por falta de validação de dados pela entidade liquidante. A Aeronáutica esclareceu que mantinha credenciamento com o Master desde 18 de abril de 2024. A habilitação permitia a prestação de serviços de consignados, cartões de crédito e oferta de benefícios ou vantagens. "O instrumento tinha por objeto a prestação de serviços de concessão de empréstimos consignados, cartões de crédito e oferta de benefícios ou vantagens, nas condições previstas no edital, aplicáveis às entidades credenciadas", afirmou o Comando.
O documento também destacou que a atuação da Força se restringia ao credenciamento das instituições e ao processamento dos descontos autorizados em folha. "Contudo, cabe destacar que a participação da Administração do Comando da Aeronáutica (COMAER) está adstrita ao processo de credenciamento e ao processamento do desconto autorizado em favor da Entidade Consignatária, não possuindo ingerência direta no vínculo entre o Consignante e a Entidade, salvo nas hipóteses de descumprimento das cláusulas, artigos, ou itens constantes do Termo de Credenciamento e normativos aplicáveis à espécie", diz o documento.
Bilynskyj também questionou se houve apuração de possíveis irregularidades nas operações. A Aeronáutica respondeu que "não detém conhecimento acerca da instauração de eventual procedimento interno" com essa finalidade. "O COMAER não detém conhecimento acerca da existência de indícios de favorecimento indevido, conflito de interesses ou direcionamento nas operações financeiras relacionadas aos consignados mencionados", declarou o Comando. O Ministério da Defesa, por sua vez, informou que, até o momento, não foram identificados elementos que justificassem a adoção de medidas administrativas ou a instauração de procedimentos para apurar as operações envolvendo o Banco Master.