Terremotos na Venezuela mobilizam ajuda de dezenas de países

Destruição causada por terremotos na Venezuela • CNN
Após sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que deixaram ao menos 164 mortos, dezenas de países anunciaram ajuda humanitária e equipes de resgate à Venezuela
Após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que devastaram a Venezuela, deixando ao menos 164 mortos e cerca de mil feridos, dezenas de países ao redor do mundo anunciaram apoio ao governo venezuelano.
As manifestações vão desde mensagens de solidariedade até o envio de equipes especializadas em resgate, assistência médica, equipamentos e ajuda humanitária.
Os Estados Unidos foram um dos primeiros a se pronunciar. O presidente Donald Trump afirmou que o país está preparado para ajudar a Venezuela. "Os Estados Unidos estão prontos, dispostos e aptos a ajudar", escreveu nas redes sociais. Na sequência, o secretário de Estado, Marco Rubio, anunciou o envio imediato de equipes de busca e resgate, recursos médicos e ajuda humanitária ao país atingido.
O Brasil também se manifestou. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou solidariedade ao povo venezuelano e disse acompanhar a situação com preocupação. "Tomei conhecimento, com grande preocupação e consternação, dos impactos causados pelo terremoto que atingiu a Venezuela", declarou.
A União Europeia, por sua vez, informou estar pronta para ampliar a ajuda ao país. A comissária para Gestão de Crises, Hadja Lahbib, afirmou que o bloco ativou o sistema de monitoramento por satélite Copernicus para auxiliar nas operações de resgate.
Rússia e China também se posicionaram. O presidente russo, Vladimir Putin, enviou mensagem de solidariedade à presidente interina Delcy Rodríguez, prestando condolências às famílias das vítimas e desejando rápida recuperação aos feridos. Já a China afirmou estar disposta a fornecer toda a ajuda necessária, conforme as demandas apresentadas pelo governo venezuelano.
Apoio da América Latina
Diversos países latino-americanos anunciaram medidas concretas de assistência à Venezuela:
O México, por meio da presidente Claudia Sheinbaum, informou que determinou a preparação da ajuda solicitada pela Venezuela, incluindo equipes de resgate e atendimento médico.
El Salvador colocou à disposição 300 socorristas, paramédicos e 50 toneladas de equipamentos, medicamentos e suprimentos, por iniciativa do presidente Nayib Bukele.
A República Dominicana anunciou o envio de equipes especializadas de busca e resgate das Forças Armadas, enquanto o Panamá ofereceu ajuda humanitária ao governo venezuelano.
O Equador, sob determinação do presidente Daniel Noboa, enviou assistência humanitária de forma imediata. O Uruguai manifestou solidariedade e se colocou à disposição para colaborar, assim como o Chile, que prestou apoio ao povo venezuelano.
Costa Rica divulgou nota de apoio às vítimas da tragédia. A Argentina afirmou acompanhar a situação e estar disposta a colaborar com ações humanitárias em coordenação com organismos internacionais. Cuba enviou condolências ao governo e ao povo venezuelano, e a Guiana, apesar da disputa territorial entre os dois países, também manifestou solidariedade por meio do presidente Irfaan Ali.
Europa amplia o suporte
Além da União Europeia, outros países europeus anunciaram medidas de assistência à Venezuela. A Alemanha colocou à disposição seis aeronaves militares para apoiar as operações humanitárias. A França informou que enviará 85 socorristas após conversa entre o presidente Emmanuel Macron e Delcy Rodríguez. A Suíça anunciou o envio de 80 especialistas em resgate e 18 toneladas de equipamentos. A Espanha manifestou solidariedade às vítimas e às famílias atingidas pelos terremotos, enquanto a Itália declarou estar pronta para prestar toda a assistência necessária.
O Irã também se somou aos países que ofereceram apoio. Mesmo enfrentando as consequências recentes da guerra em seu próprio território, o país informou estar preparado para colaborar com as operações de busca, resgate e salvamento na Venezuela.
A mobilização internacional em torno da Venezuela demonstra a dimensão da tragédia causada pelos terremotos, que afetaram severamente a população do país e demandaram resposta coordenada de diversas nações e organismos multilaterais.