Brasil irá ajudar Venezuela no 'curto e médio prazo', diz ministro

Vista aérea de prédios que desabaram após terremotos em Caraballeda, no estado de La Guaira, Venezuela - Imagem: MIGUEL MEDINA
Ministro José Mucio visita La Guaira e anuncia assistência brasileira à Venezuela no curto e médio prazo após terremotos devastadores
O Brasil manifestou disposição de ajudar a Venezuela "no curto e médio prazo" após os devastadores terremotos duplos que atingiram o país na semana passada. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, José Mucio, durante visita ao território venezuelano nesta terça-feira (30).
Mucio desembarcou no aeroporto de Maiquetía, em La Guaira, epicentro da tragédia, onde se reuniu com seu homólogo venezuelano, Gustavo González López. Na sequência, estava previsto um encontro em Caracas com a presidente interina Delcy Rodríguez.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mobilizou aviões da Força Aérea para o envio de ajuda humanitária à Venezuela, incluindo equipes de resgate e insumos médicos.
Cerca de 100 militares brasileiros já estão atuando na zona de desastre.
"Viemos para saber onde nós podemos ajudar (...) A simpatia que o meu presidente [Lula] tem pela Venezuela é absoluta", declarou Mucio ao lado de González López.
O ministro reforçou que, embora o foco imediato sejam as ações de emergência, pretende manter contato estreito com o lado venezuelano para articular assistência de forma contínua.
"Brasil e Venezuela são um país só a partir de agora", afirmou o ministro, sinalizando o comprometimento do governo brasileiro com a recuperação do país vizinho.
Após as declarações, Mucio e González López inspecionaram juntos um hospital de campanha da Marinha instalado em La Guaira. Em nota oficial, o Ministério da Defesa informou que sua operação na Venezuela "permanecerá por tempo indeterminado".
Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram em 24 de junho áreas de Caracas e La Guaira, deixando um rastro de destruição. Ao menos 1.700 pessoas morreram, e dezenas de milhares seguem desaparecidas.
Seis dias após os tremores, as operações de resgate e ajuda continuavam em andamento, enquanto agências da ONU alertavam para a escassez de alimentos e o risco de surto de doenças na região afetada.