Oligarca ucraniano fica ferido em inédita explosão de artefato em Mônaco

Reprodução/Redes Sociais
Empresário ucraniano Vadim Yermolaiev foi ferido por pacote explosivo em Mônaco; polícia busca suspeito na França
A polícia de Mônaco intensificou as buscas nesta terça-feira (30) pelo suspeito de ter deixado um pacote explosivo que feriu o empresário de origem ucraniana Vadim Yermolaiev e outras duas pessoas no principado. O ataque, ocorrido na segunda-feira (29), é considerado sem precedentes em Mônaco, território conhecido mundialmente pelo seu alto nível de segurança.
Dezenas de agentes foram mobilizados dentro do principado, enquanto dois helicópteros e cerca de 30 gendarmes realizavam buscas no território francês vizinho. As autoridades procuram um homem que teria deixado o artefato no saguão de um edifício residencial próximo à fronteira entre Mônaco e a França.
A explosão ocorreu por volta das 19h GMT de segunda-feira, deixando um homem e uma mulher com ferimentos graves e um adolescente com ferimentos leves. Os feridos foram encaminhados a um hospital na cidade francesa de Nice. Outros quatro presentes no local também foram atendidos por estado de choque e cortes causados pelos vidros estilhaçados.
O procurador de Mônaco, Stéphane Thibault, informou que o estado do homem foi estabilizado, mas que a mulher se encontra em situação "crítica, com risco de morte". Thibault acrescentou que o caso é investigado como uma "tentativa de homicídio", embora, por enquanto, não seja classificado como um ato "terrorista".
O procurador se recusou a revelar publicamente quem era o alvo do atentado, mas várias fontes apontam que se tratava de Vadim Yermolaiev, empresário nascido na Ucrânia, residente permanente em Mônaco e naturalizado cipriota.
O chefe de Governo do principado, Christophe Mirmand, declarou não ter conhecimento de ameaças específicas contra Vadim Yermolaiev antes do ocorrido. Mirmand também informou que diversas testemunhas forneceram informações que poderão ajudar a identificar o suspeito. Segundo ele, o artefato explosivo aparentemente continha parafusos metálicos e chumbinhos em sua composição.
O príncipe Albert II classificou o incidente como um "crime atroz" e afirmou que ele representou "uma comoção para toda a comunidade monegasca", reforçando a gravidade do episódio para o principado.
Vadim Yermolaiev, bilionário residente em Mônaco, está sujeito a sanções impostas por Kiev desde dezembro de 2023. Na época, os serviços de segurança ucranianos justificaram as medidas punitivas em razão de suas atividades no setor de bebidas alcoólicas na Crimeia, território ocupado pela Rússia.
As investigações sobre o atentado continuam em andamento tanto em Mônaco quanto no território francês.