Menino de 7 anos é baleado no rosto após pegar arma de padastro

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Menino de 7 anos foi atingido no rosto após acessar arma guardada em armário; padrasto foi detido em flagrante em Uruaçu (GO)
Uma criança de 7 anos ficou ferida no rosto após pegar a arma do padrasto e ser atingida por um disparo dentro de casa, na quarta-feira (3/6), em Uruaçu, no estado de Goiás. O menino teve acesso ao armamento em um momento em que os responsáveis não estavam supervisionando a criança, conforme informou o delegado da Polícia Civil de Goiás (PCGO), Sandro Costa.
De acordo com o delegado, a criança escalou um móvel para alcançar a arma, que estava guardada dentro de um armário em uma altura considerável. "Ele subiu no móvel, acessou a arma que estava dentro de um armário a uma certa altura, e naquela posição aconteceu um disparo que atingiu a face esquerda do seu rosto", disse o delegado Sandro Costa. O armamento pertencia ao padrasto do menino.
Após o disparo, o padrasto prestou socorro imediato e levou a criança a um hospital em Uruaçu. Em seguida, o menino foi transferido para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, onde recebe tratamento. Segundo o delegado, a vítima responde bem aos cuidados médicos e deve se recuperar em breve. Durante o deslocamento entre os hospitais, o padrasto foi abordado por equipes da Polícia Militar de Goiás (PMGO) e encaminhado à delegacia de Uruaçu pela Companhia de Policiamento Especializado (CPE). Ele foi detido e autuado em flagrante pelos crimes de omissão de cautela e lesão corporal culposa. A polícia não informou se o homem possuía autorização legal para manter a arma em casa.
Conforme as investigações, o padrasto admitiu ser o proprietário da arma e afirmou que não imaginava que as crianças soubessem da existência do armamento no local. A PCGO informou que as apurações continuam para verificar se outra criança que estava na residência teve alguma participação no ocorrido. Os policiais também investigam se houve alteração da cena do fato com o objetivo de dificultar ou induzir a erro a investigação, hipótese que pode configurar o crime de fraude processual.