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A Rússia atacou a Ucrânia com um número recorde de drones de longo alcance em maio, segundo análise baseada em dados da Força Aérea ucraniana. Ao todo, foram 8.150 drones lançados no mês, um aumento de 24% em relação a abril, consolidando maio como o período mais intenso desse tipo de ataque desde o início do conflito. Além dos drones, o número de mísseis russos disparados contra a Ucrânia também esteve entre os mais elevados desde o início da guerra: 211 ao todo em maio.
Entre eles, foi utilizado pela terceira vez o míssil balístico de alcance intermediário Oreshnik, um armamento capaz de transportar ogivas nucleares, desde o início da invasão russa em 2022. Esse volume recorde de ataques ocorreu mesmo durante uma trégua de três dias iniciada em 9 de maio, que havia reacendido brevemente as esperanças de retomada das negociações para o fim da guerra. Rússia e Ucrânia se acusaram mutuamente de violar o cessar-fogo, anunciado pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Em meados de maio, a Rússia desferiu um dos piores ataques contra a capital ucraniana Kiev, onde um míssil deixou aproximadamente 20 mortos ao destruir grande parte de um prédio residencial, chocando a população e a comunidade internacional. Apesar da intensidade dos bombardeios, a Ucrânia afirma ter interceptado 91% dos drones e mísseis russos em maio. O país desenvolveu um sistema pioneiro de defesa aérea antidrones, mas segue dependente do fornecimento de seus aliados ocidentais para se proteger dos ataques com mísseis.
As autoridades ucranianas têm alertado repetidamente que as reservas de munição dos sistemas de mísseis são insuficientes para fazer frente à pressão russa. No final de maio, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, solicitou a Trump o fornecimento de mais mísseis para os sistemas de defesa aérea Patriot da Ucrânia. A guerra no Oriente Médio agravou ainda mais a situação: aliados dos EUA utilizaram grandes quantidades de munição de defesa aérea para proteger instalações no Golfo, aprofundando a escassez que a Ucrânia enfrenta desde o início da invasão russa. O cenário aponta para uma escalada contínua dos ataques russos, enquanto a Ucrânia busca reforçar seu arsenal de defesa diante da crescente pressão militar e da limitada disponibilidade de suprimentos entre os países aliados.