Operação contra PCC nos ônibus de SP mira R$ 194 milhões

Ônibus da empresa Transunião Transportes
Prefeitura de São Paulo garante que ônibus da Transunião continuam circulando normalmente após operação que investiga ligação com o PCC
A Prefeitura de São Paulo confirmou que os ônibus da empresa Transunião continuarão operando normalmente, mesmo após a deflagração da Operação Última Parada, que investiga a suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da cidade.
O prefeito Ricardo Nunes garantiu a manutenção do serviço e afirmou que a administração municipal acompanha de perto os desdobramentos do caso. "Estamos acompanhando o desdobramento da operação ao mesmo tempo em que temos toda a atenção para que o serviço funcione plenamente, o que tem ocorrido normalmente desde as primeiras horas da manhã", declarou Nunes.
A operação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, e pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil. As investigações miram supostos esquemas de lavagem de dinheiro e uso de empresas de ônibus para ocultação de patrimônio, além do cumprimento de mandados de prisão e busca em diferentes cidades do Estado.
Nunes também mencionou que a Prefeitura já adotou medidas em situações semelhantes envolvendo outras empresas do setor e não descartou novas ações caso haja determinação dos órgãos competentes. Segundo ele, eventuais decisões sobre intervenção ou rompimento de contrato dependerão da notificação oficial e da análise jurídica do caso.
Em nota, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans reforçaram que a operação da Transunião segue sem interrupções e que a frota continua atendendo normalmente as linhas sob responsabilidade da empresa. A gestão municipal destacou ainda que aguarda notificação oficial da decisão judicial para avaliar seus termos e adotar as providências necessárias.
A Operação Última Parada também prevê bloqueio de bens e afastamento de dirigentes da empresa. No entanto, a Prefeitura afirma que, até o momento, não houve qualquer alteração na operação do sistema de transporte público da capital paulista.