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A França anunciou, nesta segunda-feira (1º), que abordou um petroleiro ligado à Rússia no Atlântico durante o fim de semana, em mais uma operação voltada a combater a chamada "frota fantasma" de Moscou. O navio interceptado foi o Tagor, o quarto petroleiro dessa frota a ser abordado pela França no mar desde o incidente com o Boracay, em setembro de 2025.
Essa frota é utilizada pela Rússia para contornar as sanções ocidentais impostas sobre suas exportações de petróleo. A abordagem aconteceu "mais de 400 milhas náuticas (740 km) a oeste da ponta da Bretanha", em alto-mar, longe da costa europeia, conforme informou a Prefeitura Marítima do Atlântico em comunicado oficial. O Tagor partia do porto de Murmansk, no extremo noroeste da Rússia, com destino à cidade turística de Limbé, em Camarões, país cuja bandeira o navio exibia. O presidente francês, Emmanuel Macron, se manifestou sobre a operação pela rede social X, afirmando que "a intervenção ocorreu no Atlântico, em alto-mar (...), em estrita conformidade com o Direito do Mar".
Macron ainda acrescentou que "é inaceitável que embarcações burlem as sanções internacionais, violem o Direito do Mar e financiem a guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia há mais de quatro anos". Do lado russo, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, reagiu com veemência, denunciando a ação francesa como "ilegal, beirando a pirataria internacional" e ressaltando que "a Rússia toma medidas para garantir a segurança de seus navios de carga". A interceptação do Tagor reforça o padrão de ações da França contra embarcações suspeitas de integrar a "frota fantasma" russa, em meio às tensões diplomáticas entre Moscou e os países ocidentais que apoiam a Ucrânia.