Seleção Brasileira quebra tabu de 24 anos com virada

Ao vencer o Japão por 2 a 1 na Copa 2026, a Seleção Brasileira repete feito do mata-mata que não conseguia desde 2002
A Seleção Brasileira encerrou um longo tabu ao vencer o Japão por 2 a 1, nesta segunda-feira (29), pelos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026. A Amarelinha não conseguia virar uma partida em fase eliminatória desde o histórico 2 a 1 sobre a Inglaterra, nas quartas de final da edição de 2002, há exatamente 24 anos. Desde aquela virada memorável, o Brasil havia caído fora em todas as oportunidades em que saiu em desvantagem no marcador durante o mata-mata de Copas do Mundo.
Após o feito de 2002, Ronaldo, Rivaldo e companhia seguiram em frente, passando pela semifinal e pela final para conquistar o pentacampeonato mundial.
O histórico recente da Seleção Brasileira em situações de desvantagem no mata-mata era repleto de decepções:
- Em 2006, o Brasil foi eliminado pela França nas quartas de final, com uma derrota por 1 a 0, sem conseguir reagir.
- Na semifinal de 2014, a Amarelinha protagonizou um dos momentos mais dolorosos do futebol nacional, saindo atrás no histórico 7 a 1 sofrido diante da Alemanha.
- Em 2018, a Seleção Brasileira caiu diante da Bélgica após levar dois gols no primeiro tempo, sendo derrotada por 2 a 1 sem conseguir a virada.
- Em 2010, contra a Holanda, e em 2022, diante da Croácia, o Brasil chegou a abrir o placar antes de ser eliminado, situações distintas das demais, mas igualmente frustrantes.
Agora, na Copa do Mundo de 2026, a equipe comandada por Carlo Ancelotti rompeu essa sequência negativa e avançou às oitavas de final. A Seleção Brasileira vai enfrentar o vencedor do confronto entre Noruega e Costa do Marfim. O duelo está marcado para o próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A vitória sobre o Japão representa não apenas a classificação, mas também um importante resgate psicológico para a Seleção Brasileira, que voltou a demonstrar capacidade de reação no mata-mata de uma Copa do Mundo após mais de duas décadas.