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A Rússia lançou 73 mísseis e 656 drones contra cidades ucranianas na madrugada de terça-feira, em um dos maiores ataques aéreos desde o início da guerra. O bombardeio matou ao menos 14 pessoas e feriu mais de 100, ocorrendo em um momento em que Washington tenta forçar um acordo de paz até o fim de junho. Nos dias anteriores ao ataque, a Rússia havia anunciado publicamente que um grande bombardeio estava a caminho, chegando a recomendar que diplomatas estrangeiros deixassem Kiev. As forças russas utilizaram mísseis de cruzeiro, balísticos e hipersônicos, além de centenas de drones de ataque.
O ataque causou destruição em diversas regiões do país: - Em Kiev, quatro pessoas morreram e 65 ficaram feridas, três delas crianças. Oito distritos da capital sofreram danos. No bairro Podilskyi, os andares superiores de um prédio de nove andares desabaram parcialmente, e as equipes de resgate ainda operavam ao amanhecer.
- Em Dnipro, oito pessoas morreram, entre elas uma criança de 3 anos, e outras 36 ficaram feridas.
- Em Kharkiv, outros oito feridos foram registrados.
O contexto político em torno do ataque é relevante. Em fevereiro, o presidente Zelensky confirmou que Washington havia fixado junho como prazo para um acordo de paz. As negociações mais recentes, mediadas pelos EUA em Abu Dhabi, não produziram avanço: a Rússia exige que a Ucrânia se retire do Donbas, condição que Kiev recusa. Trump havia prometido encerrar a guerra em 24 horas ao tomar posse; mais de 16 meses depois, o prazo de junho se aproxima sem acordo à vista.
Na véspera do ataque, Zelensky declarou que forças ucranianas haviam atingido 15 refinarias de petróleo em territórios ocupados pela Rússia e afirmou que o exército ucraniano era capaz de "alcançar a logística militar russa em praticamente toda a extensão do território ocupado". No campo diplomático, o único avanço concreto dos meses anteriores foi um acordo de troca de prisioneiros; as questões territoriais e a usina nuclear de Zaporizhzhia, controlada pela Rússia, permanecem sem solução.