Receita Federal apreende 3 mil cigarros eletrônicos em Minas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Operação Rede de Fumaça, coordenada pela Receita Federal e Anvisa, apreendeu produtos que somam mais de R$ 6,5 milhões em todo o Brasil
Minas Gerais registrou a apreensão de aproximadamente 3 mil cigarros eletrônicos, equivalentes a 302 quilos de dispositivos e acessórios, durante operações realizadas nos últimos meses. A mais recente delas foi deflagrada na última terça-feira (23), batizada de Operação Rede de Fumaça. A ação é coordenada pela Receita Federal em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com o objetivo de combater a entrada, distribuição e comercialização irregular desses produtos no país.
Em âmbito nacional, a operação resultou na apreensão de cerca de 25,5 mil cigarros eletrônicos e 107 mil maços de cigarros convencionais contrabandeados. Além disso, foram recolhidos aproximadamente 600 iPhones e ampolas de tirzepatida, medicamento cuja marca encontrada não possui autorização da Anvisa para comercialização no Brasil. Segundo os órgãos responsáveis, os produtos eram armazenados de forma inadequada, representando riscos diretos aos consumidores. Mais de 150 servidores da Receita Federal participaram da ofensiva em todas as regiões do país.
A estimativa preliminar aponta que o valor total das mercadorias apreendidas ultrapassa R$ 6,5 milhões. De acordo com a Receita Federal, os cigarros continuam entre os principais produtos explorados por organizações criminosas que atuam no contrabando. Em 2025, o item representou o segundo maior grupo de mercadorias apreendidas em valor, somando R$ 790 milhões.
Os cigarros eletrônicos ocuparam a quinta posição, com R$ 163,8 milhões em apreensões registradas. Além dos prejuízos à saúde pública, as autoridades alertam que a mesma estrutura logística utilizada para o contrabando de cigarros também é empregada por organizações criminosas para transportar outros produtos ilícitos. A Operação Rede de Fumaça busca desarticular essas redes e reduzir a circulação de mercadorias proibidas no mercado brasileiro.