ALMG investiga destino de obras e móveis do Palácio das Mangabeiras sob Zema

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Deputados cobram inventário de móveis e obras de arte desaparecidos do Palácio das Mangabeiras na gestão Zema
O sumiço de móveis, utensílios, obras de arte e demais itens do acervo do Palácio das Mangabeiras tornou-se alvo de questionamentos na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Na última quarta-feira (18/6), durante audiência do programa Assembleia Fiscaliza, deputados estaduais cobraram do secretário de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira, informações sobre o destino dado ao patrimônio que integrava o acervo do imóvel.
Os parlamentares exigiram a apresentação de um "inventário" detalhado que indicasse para onde cada item foi encaminhado. Segundo o deputado Leleco (PT), o objetivo é garantir o princípio da impessoalidade e evitar possíveis desvios, como o uso particular de bens domésticos pertencentes ao patrimônio público estadual. "São itens como talheres de prata e copos de cristal, além de dezenas de obras de arte, tudo de valor inestimável. Ninguém sabe dizer para onde foram levados, foram surrupiados, e o último vestígio foi um extrato publicado no Diário Oficial", lamentou o parlamentar.
Ao longo da reunião, o secretário Leônidas Oliveira informou que 44 obras já teriam sido localizadas em poder da Polícia Militar, uma vez que o Gabinete Militar do Governador é o responsável pela guarda dos palácios. Entre essas obras, segundo ele, estava um biombo de quatro metros de autoria de Di Cavalcanti, encaminhado para restauração pelo Museu Mineiro, além de outras peças. O secretário acrescentou ainda que um total de 187 peças foram localizadas sob a guarda da Codemge, aguardando definição sobre sua destinação final.
Apesar das respostas, o deputado Leleco insistiu na necessidade de apresentação da lista completa, contemplando todos os móveis e itens que estavam no Palácio das Mangabeiras no momento em que o governador Romeu Zema (Novo) assumiu o cargo e decidiu não residir no local. O Palácio das Mangabeiras funcionou durante 64 anos como residência oficial do chefe do Poder Executivo de Minas Gerais. Esse cenário mudou quando Romeu Zema assinou o termo de concessão do imóvel para a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), que passou a administrar o espaço. O primeiro evento aberto ao público realizado no local foi a CasaCor, nas edições de 2021 e 2022.