SP: Sobrevivente de queda de avião segue internado com boa evolução

Queda de bimotor em Marília © Defesa Civil/Divulgação
Único sobrevivente do acidente em Marília, Pablo Portella respira sem dificuldade; dois pilotos morreram no acidente
O único sobrevivente da queda de um avião em Marília (SP), ocorrida na manhã de quinta-feira, segue internado em um hospital da cidade, mas apresenta boa evolução, segundo informações divulgadas pela família.
O piloto comercial Pablo Portella foi resgatado por pessoas que estavam próximas ao local do acidente, antes que as chamas tomassem conta da aeronave. Os outros dois pilotos que estavam a bordo não sobreviveram.
Um homem identificado como Esdras relatou à página "Giro Marília" que estava a aproximadamente 200 metros do local quando viu a explosão. "Conseguimos tirar uma das pessoas viva de dentro, mas acabou o extintor e o fogo começou a alastrar", disse ele.
Familiares e amigos de Pablo Portella usaram as redes sociais para agradecer ao grupo que realizou o resgate, destacando que os homens conseguiram retirar o piloto antes que as chamas se espalhassem completamente. "Obrigada [Deus] por permitir que ele tivesse uma nova oportunidade de viver", escreveu um familiar.
Na noite de quinta-feira, a esposa de Pablo Portella publicou uma foto ao lado dele no leito do hospital e informou que estava recebendo inúmeras mensagens de apoio. "Logo estará em casa", disse ela. Segundo a mulher, Pablo Portella está bem, conversando e respirando sem dificuldade. Ela não especificou, no entanto, se há previsão de alta médica.
As vítimas fatais
Os outros dois pilotos que estavam na aeronave foram identificados como Gabriel Maloni Mendes da Cruz e Henrique Guariente. De acordo com as informações apuradas, eles estariam testando a aeronave no momento da queda.
Gabriel era piloto do Grupo Ponzan, empresa dona do avião de pequeno porte. Com a confirmação da morte, a companhia emitiu nota lamentando o ocorrido e informando que presta assistência aos familiares das vítimas.
Henrique era conhecido como "Rique" e pilotava há mais de dez anos. Nas redes sociais, ele se descrevia como "sonhador, guerreiro, louco por aviões, apaixonado pela esposa e temente a Deus".
O acidente ocorreu em uma área de campo da Associação Atlética Banco do Brasil, em Marília. Informações cedidas pela Rede Voa, que administra o aeroporto da cidade, confirmam que o avião iria retornar ao aeródromo após o voo.
A causa do acidente ainda não foi determinada e segue sendo investigada. A aeronave privada com prefixo PT-MDB estava regular para voo, segundo apurou o UOL. O modelo, Beech Aircraft, é um bimotor com capacidade para cinco passageiros, fabricado em 1985. O uso comercial da aeronave, no entanto, é vedado.
Pablo Portella segue em recuperação, e a família aguarda mais informações sobre sua evolução clínica.