Ozivy chega em BH com preços menores que Ozempic

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Versão brasileira da semaglutida, o Ozivy é vendido entre R$ 464 e R$ 664 em BH, bem abaixo do Ozempic, que passa de R$ 1 mil
O medicamento "Ozivy", versão brasileira da semaglutida sintética — mesmo princípio ativo do "Ozempic" — começou a ser comercializado no Brasil nesta segunda-feira (15). O produto já está disponível nas quatro principais redes de farmácias de Belo Horizonte, com preços que variam entre R$ 464 e R$ 664, conforme levantamento feito pela reportagem da Itatiaia. O "Ozivy" recebeu aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em maio deste ano, após três anos desde o pedido protocolado pela farmacêutica EMS. O medicamento será comercializado em embalagens com uma ou duas unidades.
Em um primeiro momento, a EMS prevê disponibilizar cerca de 500 mil canetas ao mercado, com distribuição inicial pelas principais redes farmacêuticas do país. Os medicamentos à base de semaglutida são indicados para o tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, mas ficaram amplamente conhecidos como "canetas emagrecedoras". Com o lançamento do "Ozivy", a proposta é tornar o tratamento mais acessível à população brasileira.
O "Ozempic", referência no segmento, ultrapassa a marca de R$ 1 mil. A endocrinologista Flávia Coimbra ressalta que a eficácia do produto nacional é equivalente à do original. "É o mesmo remédio que a gente já tem, só que agora com a produção brasileira, uma fabricação e industrialização dele de maneira um pouco diferente, o que fez com que pudesse reduzir um pouco os custos do remédio. Em termos de eficácia e segurança do remédio, mantêm-se as mesmas características do produto original", destacou.
A médica reconhece que o valor ainda é elevado, mas avalia que o lançamento representa um passo relevante para ampliar o acesso da população ao tratamento. No entanto, ela faz um alerta importante sobre o uso inadequado do medicamento: "Esses medicamentos vão chegar com a necessidade de retenção de receita médica da mesma forma que os que nós já temos hoje. Então, é obrigatória a prescrição médica com receita em duas vias.
E o grande problema não é o uso pelas pessoas que precisam e que têm indicação, mas o uso por pessoas que não têm indicação médica correta e que não estão usando com a prescrição médica adequada. Isso, sim, aumenta o risco de efeitos colaterais, de eventos adversos, de reganho de peso e até questões relacionadas à imagem corporal, entre outras". Com o início das vendas do "Ozivy", o mercado brasileiro de semaglutida ganha uma alternativa mais em conta ao "Ozempic", ainda que o preço siga sendo um obstáculo para boa parte da população. O uso responsável, com prescrição médica adequada, permanece como condição essencial para garantir a segurança e a eficácia do tratamento.