Netanyahu diz que ofensiva pode levar ao colapso do Irã

Netanyahu. Fonte: World Economic Forum via Flickr.
O premiê israelense rebateu críticas à ofensiva contra o Irã e afirmou que a campanha criou condições para o colapso do regime em Teerã
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, rejeitou as críticas de que a ofensiva militar contra o Irã não teria alcançado seus objetivos e declarou acreditar que o regime iraniano pode entrar em colapso como consequência da campanha conduzida por Tel Aviv.
As declarações foram feitas durante a Cúpula de Política Internacional do JNS, realizada em Jerusalém no domingo.
Em seu discurso, Netanyahu afirmou que a estratégia israelense teria criado as condições necessárias para uma eventual mudança de regime no Irã.
"Acho que criamos as condições para sua futura queda. Essa será a verdadeira vitória, quando o povo iraniano tomar seu próprio destino em suas mãos e derrubar esse regime brutal", declarou o premiê.
Segundo ele, um dos objetivos iniciais da ofensiva era justamente estimular uma revolta popular contra o governo iraniano.
Netanyahu também reiterou que Israel manterá operações militares no Líbano "enquanto for necessário".
No mesmo contexto, as Forças de Defesa de Israel autorizaram a circulação de moradores do norte do país, próximos à fronteira libanesa, a partir desta segunda-feira (22), após meses de restrições impostas pela ameaça do Hezbollah, aliado do Irã.
O Exército israelense não detalhou os motivos da flexibilização, mas confirmou que um cessar-fogo ainda frágil permanece em vigor.
A decisão ocorre em meio a negociações internacionais envolvendo Estados Unidos e Irã sobre um possível acordo para encerrar o conflito, enquanto Teerã pressiona por um cessar-fogo mais amplo.
Em paralelo, o presidente da Síria, Ahmad al-Sharaa, afirmou em entrevista que o país não pretende intervir militarmente no Líbano, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerirem uma possível participação síria no conflito.
Al-Sharaa disse que as falas foram "mal interpretadas" e destacou que a posição americana teria se referido a um papel diplomático em busca de uma solução pacífica, e não a uma ação militar direta.