Marília Campos critica candidatura própria do PT em Minas

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Ex-prefeita de Contagem classifica decisão do partido como "equívoco estratégico" e mantém pré-candidatura ao Senado em 2026
A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), pré-candidata ao Senado, divulgou nesta quinta-feira (25/06) uma nota classificando como "equívoco" o anúncio do partido de que terá candidatura própria ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. No comunicado, ela reafirmou sua intenção de disputar uma vaga na Câmara Alta, descrevendo essa como sua "única disponibilidade política". A nota surge como resposta direta à pressão interna que Marília Campos vem enfrentando dentro do PT para que abandone a pré-candidatura ao Senado e dispute o governo estadual.
O cenário ganhou força após o senador Rodrigo Pacheco (PSB) anunciar, em maio, que não concorrerá nas próximas eleições. Com isso, o partido, que tinha o parlamentar como nome preferido para a corrida ao Palácio Tiradentes, passou a buscar alternativas dentro e fora de seus quadros. Na quarta-feira (24/06), o PT formalizou a decisão de ter candidatura própria ao governo mineiro, posicionamento adotado após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília.
Segundo interlocutores, o presidente teria defendido que Marília Campos fosse a candidata ao Poder Executivo de Minas Gerais. No comunicado, Marília Campos afirma que a decisão merece reflexão. "Embora legítima do ponto de vista partidário, ela representa um equívoco estratégico que pode fragilizar o campo democrático e popular no estado", diz o texto.
A ex-prefeita ainda acrescenta: "A realidade política de Minas e os desafios de 2026 exigem capacidade de diálogo, construção de consensos e alianças amplas". Para Marília Campos, o campo progressista em Minas ainda busca consolidar uma candidatura competitiva para o governo. Em sua avaliação, "o caminho não é apresentar uma candidatura própria, mas liderar a construção de uma aliança ampla e competitiva, reunindo PT, PCdoB, PV, PSB, MDB, REDE, PSOL, PDT e outras forças que sustentam o governo federal". Sobre a manutenção de sua pré-candidatura ao Senado, a ex-prefeita destaca que a decisão foi construída coletivamente e aprovada por instâncias partidárias, contando ainda com o respaldo do presidente nacional do PT, Edinho Silva.