Detido nos EUA, Maduro envia mensagem à Venezuela após terremoto

Foto: Wikimedia Commons/Reprodução
Detido nos EUA, Maduro pediu unidade nacional após terremoto que deixou ao menos 164 mortos e mais de mil feridos na Venezuela
Detido nos Estados Unidos, o presidente afastado da Venezuela, Nicolás Maduro, enviou uma mensagem ao seu país após o terremoto registrado na quarta-feira (24/6).
Por meio das redes sociais, Maduro manifestou solidariedade ao povo venezuelano e convocou a população à união diante da tragédia.
Em seu pronunciamento, o líder venezuelano expressou preocupação com as famílias atingidas pelo tremor: "Diante do forte terremoto que atingiu nossa pátria, nossas orações estão com as famílias venezuelanas afetadas. Neste momento difícil, clamamos por unidade nacional, serenidade e amor. Nossos corações estão com toda a Venezuela!"
No mesmo post, Maduro pediu que nenhuma pessoa fosse abandonada e que cada comunidade zelasse pelos mais vulneráveis. "Que todos acompanhemos o trabalho das equipes de resgate", escreveu.
O apelo se estendeu a uma mensagem de reconstrução coletiva: "Neste momento difícil, apelamos à unidade nacional, à serenidade e ao amor concreto: ajudar, proteger, compartilhar, levantar e reconstruir. A Venezuela enfrentou grandes provações e também sairemos desta mais fortes, com fé, disciplina e solidariedade."
A agência Reuters cita pelo menos 164 mortos, além de mais de mil feridos e vítimas ainda presas aos escombros das dezenas de prédios e casas que desabaram após o terremoto.
Contexto da detenção
Em janeiro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ataque em larga escala à Venezuela. A capital Caracas e outras cidades foram atingidas por vias aérea e terrestre.
Em manifestação nas redes sociais, Trump afirmou que a operação foi bem-sucedida e que Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país.
A mensagem de Maduro sobre o terremoto foi enviada justamente enquanto ele permanece detido nos Estados Unidos, reforçando a situação inédita em que o ex-presidente tenta manter presença política a distância em meio a uma crise humanitária no país que governou.