Lula se reúne com PT para definir palanque em Minas

Presidente Lula - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente se encontrou com dirigentes e parlamentares do PT-MG no Palácio da Alvorada, mas anúncio do candidato deve ser adiado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu na manhã desta quarta-feira (24/6) com a bancada mineira do Partido dos Trabalhadores para discutir o nome do candidato apoiado pela legenda ao governo de Minas Gerais nas eleições de 2026. O encontro aconteceu no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República. Além de parlamentares do PT de Minas, participaram da reunião dirigentes do partido e a deputada estadual Leninha Alves (PT-MG), presidente do diretório estadual da sigla. O objetivo foi apresentar a Lula o cenário político mineiro para que o partido e o chefe do Executivo possam decidir, de forma conjunta, quem será o candidato do PT em outubro de 2026.
O anúncio do nome escolhido não deve ocorrer nesta data, pois o partido ainda não reúne condições de firmar uma candidatura. O PT segue sem um palanque definido para disputar Minas Gerais, estado considerado essencial para vencer a corrida pelo Palácio do Planalto por ser o segundo maior colégio eleitoral do país. Originalmente, Lula queria que o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) fosse o candidato da legenda ao governo mineiro.
No entanto, o senador desistiu da disputa, deixando o partido sem uma opção consolidada. Atualmente, o PT discute os nomes de diversos possíveis candidatos. Entre eles estão a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB). Também foram cogitados, segundo pesquisas internas do partido, a ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Sandra Goulart, o ex-procurador de Justiça Jarbas Soares e o empresário Josué Gomes. A definição do palanque em Minas é considerada uma prioridade estratégica para Lula e o PT, dado o peso do estado nas eleições presidenciais. A ausência de um candidato definido reflete as dificuldades do partido em construir uma aliança sólida na região.