Lula reúne ministros após tarifaço dos EUA

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Primeira reunião ministerial de Lula com nova composição ocorre após EUA proporem tarifas sobre exportações brasileiras e classificarem PCC e CV como terroristas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realiza nesta quarta-feira (3/6) sua primeira reunião ministerial com a composição atual de ministros, no Palácio do Planalto. O encontro acontece após 17 trocas na Esplanada em razão do período eleitoral e deve ocupar toda a agenda do dia, sendo o único compromisso oficial do petista. Este é o primeiro encontro de Lula com seus auxiliares de primeiro escalão desde que o governo dos Estados Unidos propôs uma nova tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras, acrescida de mais 12,5% por suposta "falhas contra trabalho forçado".
A reunião também ocorre uma semana depois de Washington classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O encontro já estava previsto antes dos anúncios da gestão Donald Trump. O objetivo inicial de Lula era alinhar o discurso das diferentes áreas do governo em torno das entregas de programas e obras, a quatro meses das eleições municipais.
Outro ponto previsto na pauta são os cortes e bloqueios no Orçamento decorrentes do arcabouço fiscal. Com os novos desdobramentos, as decisões do governo Trump devem ganhar destaque na reunião. Além do impacto econômico e político, as medidas exigem respostas coordenadas de ministérios como Justiça e Segurança Pública, Fazenda, Relações Exteriores, articulação política e Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O ministro Sidônio Palmeira, responsável pela comunicação do governo, também costuma ter papel de destaque nesses encontros. O tarifaço proposto pelos EUA ainda não entrou em vigor, o que mantém as esperanças de integrantes do governo Lula de ao menos minimizar os impactos da medida. O prazo para a decisão final se estende até o dia 22 de julho. Uma das estratégias traçadas pelo governo é defender o Pix, apontado pelos americanos como prejudicial às empresas daquele país.