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O influenciador e fisiculturista Leo Stronda, de 33 anos, publicou um pronunciamento em suas redes sociais na noite do último domingo (5) sobre a morte de Gabriel Ganley, de 22 anos. No vídeo, Stronda admitiu arrependimento por ter incentivado o uso de esteroides anabolizantes ao jovem e fez um alerta sobre os riscos do uso de insulina no meio esportivo. A manifestação ocorreu dias após imagens em que Leo Stronda aparece injetando anabolizantes em Ganley voltarem a circular na internet.
O influenciador explicou que optou por aguardar o sepultamento do amigo antes de se pronunciar publicamente. Gabriel foi encontrado morto por um amigo no apartamento em que morava, na Mooca, Zona Leste de São Paulo, em 23 de maio, após dias sem que familiares e amigos conseguissem contato com ele. O atestado de óbito aponta que ele teve uma morte súbita causada por cardiomiopatia hipertrófica, condição em que o músculo cardíaco se torna anormalmente espesso, dificultando o bombeamento de sangue.
Ao refletir sobre a trajetória do jovem, Leo Stronda traçou um paralelo com o próprio histórico e assumiu parcela de responsabilidade pelo entusiasmo que Ganley demonstrava com o fisiculturismo. "Podia ter sido eu. Com 22 anos eu também fiz minhas maluquices. Me arrependo do que eu falei com ele, as brincadeiras que fiz com ele. Se polarizou muito essa coisa de "ele é adulto, sabe o que tá fazendo, ele escolheu isso". E também tem uma galera que fala "vocês incentivaram ele, vocês fizeram parte disso". Os dois lados estão certos. Se eu não tivesse feito tantas brincadeiras com ele, ele não teria se empolgado tanto.", declarou.
Leo Stronda revelou que mudou sua postura em relação a Ganley ao perceber o nível de exposição do atleta. Segundo ele, o jovem chegou a consultá-lo sobre o uso de insulina durante uma conversa em um restaurante, após o encerramento de uma gravação conjunta. Na ocasião, Stronda afirmou ter tentado desestimulá-lo: "Comecei a negar para ele. Falei "não faz isso. Você é muito jovem. Você não pode usar isso"".
No pronunciamento, Leo Stronda aproveitou o espaço para fazer um alerta direto a outros praticantes da modalidade. "Você que é atleta, fisiculturista ou tá pensando em usar: Esquece esse lance de insulina. Não usa essa merda. A única coisa que mata instantaneamente é insulina e diurético. Depois que eu percebi o quão emocionado que ele [Ganley] tava e o que ele tava disposto a fazer, eu mudei o tom com ele completamente", alertou.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a polícia segue investigando o caso e aguarda exames complementares do Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer as circunstâncias da morte. Não há confirmação oficial de que as substâncias encontradas eram usadas por Gabriel.
Após a confirmação do falecimento de Ganley, seguidores resgataram um trecho de entrevista ao podcast Flow, transmitida em 27 de outubro de 2025. No episódio intitulado "A nova era do fisiculturismo", Ganley revelou ter plena consciência de que a decisão de deixar de ser "natural" — jargão utilizado para atletas que não utilizam hormônios sintéticos — reduziria drasticamente sua expectativa de vida.
"Acham que é só tomar [bomba], e não é. O maior efeito negativo é a longo prazo. É problema de coração, de fígado. O verdadeiro B.O. é você saber que está encurtando 10 anos da sua vida. Eu tenho essa consciência. Eu sei que eu quero seguir uma carreira que vai encurtar [a minha vida] em 10, 15 anos.", afirmou na ocasião. O fisiculturista também detalhou que a decisão de iniciar os ciclos hormonais aos 22 anos exigiu ponderação, especialmente ao projetar seus objetivos pessoais e o desejo de construir uma família. "Você tomar essa decisão com 22 anos é "embaçado".
Às vezes eu penso: eu tenho o sonho de ser pai, será que quando eu tiver meu filho e minha filha, vou ver menos 15 anos do meu filho crescer? Botei tudo num papel e falei: vou fazer. Mas foi uma reflexão muito profunda", desabafou. O caso de Gabriel Ganley segue sob investigação policial, enquanto Leo Stronda reforça o pedido de cautela a atletas e fisiculturistas sobre o uso de substâncias de alto risco, especialmente a insulina.