Índice aponta alta de 0,33% nos aluguéis em maio

bairro Santo Agostinho em BH -aluguel – imóveis – vista – prédios
Índice da FGV registra desaceleração nos aluguéis residenciais em maio, com acumulado de 5,42% nos últimos 12 meses
O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) nesta terça-feira, 9, registrou alta de 0,33% nos aluguéis residenciais em maio, desacelerando em relação ao avanço de 0,52% registrado em abril. No acumulado dos últimos 12 meses até maio, o IVAR somou 5,42%, superando os 4,49% registrados nos 12 meses encerrados em abril.
O economista Matheus Dias, do Ibre/FGV, avaliou em nota oficial que "o IVAR acumulado em 12 meses ainda reflete, em grande medida, a volatilidade de 2024 a 2025. Para 2026, espera-se que os dados passem a capturar um cenário de maior estabilidade nos preços. Esse movimento tende a resultar em uma desaceleração do mercado imobiliário e em índices de indexação contratual inferiores aos registrados no mesmo período do ano anterior".
O IVAR foi criado para medir a evolução mensal dos valores de aluguéis residenciais no mercado imobiliário brasileiro. Suas informações são obtidas diretamente de contratos assinados entre locadores e locatários, com intermediação de empresas administradoras de imóveis.
A metodologia representa uma mudança em relação à prática anterior da FGV, que coletava dados de anúncios de imóveis para locação, e não dos valores efetivamente negociados. Entre as quatro capitais que integram o índice, São Paulo registrou alta de 0,22% em maio, após avanço de 0,32% em abril, marcando a 12ª elevação consecutiva na cidade. No Rio de Janeiro, o índice recuou de 0,70% para 0,34% no mesmo período.
Em Belo Horizonte, a variação passou de 1,17% para 0,64%, enquanto Porto Alegre saiu de 0,40% para 0,32%. No acumulado em 12 meses, São Paulo liderou as altas com 7,56%, seguida por Belo Horizonte, com 5,28%. Porto Alegre registrou avanço de 3,71%, e o Rio de Janeiro apresentou o menor crescimento entre as capitais monitoradas, com 2,10%.