Irã tem problemas para deixar os EUA após estreia

Foto: fifaworldcup/ Instagram
Capitão Mehdi Taremi e auxiliar foram retidos no aeroporto de Los Angeles após empate com a Nova Zelândia na Copa do Mundo 2026
A seleção do Irã enfrentou sérios problemas para deixar os Estados Unidos após a estreia na Copa do Mundo 2026, que terminou em empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia. Na madrugada desta terça-feira (15/6), o capitão Mehdi Taremi e o auxiliar técnico Saeed Al-Hawie foram retidos pelas autoridades americanas no aeroporto de Los Angeles, gerando uma situação de tensão para a delegação iraniana. Os dois foram impedidos de embarcar no mesmo voo que o restante da delegação, com destino a Tijuana, no México, onde o Irã tem sua base durante o torneio.
Enquanto todo o grupo já estava a bordo da aeronave, Taremi e Al-Hawie ainda tentavam resolver pendências relacionadas à documentação exigida pelas autoridades dos EUA. A Federação Iraniana de Futebol se manifestou sobre o ocorrido e afirmou que o procedimento adotado pelas autoridades americanas foi o mesmo utilizado no embarque para Los Angeles. A entidade classificou a ação como ilegal e demonstrou indignação com o tratamento dado aos membros da delegação.
Além dos problemas enfrentados por Taremi e Al-Hawie, a delegação iraniana tem outra preocupação: o atacante Mehdi Torabi pode não conseguir retornar aos Estados Unidos para a segunda rodada da Copa do Mundo. O jogador possuía visto para apenas uma entrada no país, e a federação trabalha para obter um novo documento que permita ao atleta participar de toda a campanha do Irã no torneio. Em campo, o Irã estreou com empate diante da Nova Zelândia, pelo Grupo G, no Estádio de Los Angeles. Rezaeian e Mohebi marcaram os gols iranianos, enquanto Just anotou os dois tentos dos neozelandeses.
A partida também foi palco de manifestações políticas, apesar da proibição da Fifa. Torcedores iranianos contrários ao regime dos aiatolás exibiram bandeiras com o leão e o sol, símbolo nacional utilizado pelo país antes da revolução islâmica de 1979. Além disso, parte da torcida realizou um protesto em memória às 168 vítimas, a maioria crianças, mortas em um ataque dos Estados Unidos em Minab, no sul do Irã, em fevereiro. Torcedores exibiram a mensagem "Mina168" nas arquibancadas. A situação envolvendo o Irã na Copa do Mundo ultrapassa os limites do campo, com questões diplomáticas e burocráticas colocando em risco a participação plena da delegação no torneio.