Dólar opera em queda após tensão Irã-Israel dar trégua

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Anúncio do Irã de suspensão de operações militares contra Israel alivia tensão e favorece queda do dólar no mercado brasileiro
O dólar opera em queda no mercado à vista na manhã desta segunda-feira, 8, refletindo uma realização de lucros parcial após subir 2,27% na semana passada, a primeira do mês de junho. A alta anterior foi impulsionada pelo payroll dos EUA acima de todas as expectativas, o que reforçou apostas em aumento de juros pelo Federal Reserve ainda neste ano. Os juros futuros também recuam em linha com os rendimentos dos Treasuries, enquanto o Ibovespa futuro registra leve alta.
Os ajustes nos ativos financeiros refletem uma melhora do apetite por risco em Nova York, em meio à desaceleração da alta do petróleo nesta manhã, após o principal comando operacional da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) anunciar a suspensão de suas operações militares contra Israel.
O anúncio da IRGC veio acompanhado de um aviso: o Irã voltará a agir caso ocorram novos ataques israelenses contra o Líbano, ampliando o escopo de sua estratégia de dissuasão na região. A declaração representa um sinal de trégua, ainda que condicionada, no conflito que vinha escalando nos últimos dias.
Antes do anúncio iraniano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia publicado na Truth Social que Israel e o Irã devem parar imediatamente com a "troca de tiros". A postagem ocorreu após os dois países voltarem a trocar ataques nos dias anteriores, colocando em risco as chances de um acordo mais amplo entre os EUA e Teerã para encerrar o conflito no Oriente Médio.
No Brasil, o boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que a mediana do IPCA para 2026 subiu de 5,09% para 5,11%, permanecendo acima do teto da meta de inflação, fixado em 4,5%. Para 2027, a projeção avançou de 4,02% para 4,03%. Já a estimativa para 2028 recuou levemente, de 3,66% para 3,65%, enquanto a de 2029 ficou estável em 3,50%.
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da Fundação Getulio Vargas acelerou para 0,64% na primeira quadrissemana de junho, após alta de 0,60% no fechamento de maio. O índice acumula agora alta de 4,61% nos últimos 12 meses, sinalizando pressão inflacionária persistente no cenário doméstico.