Inverno começa no domingo com onda de frio e alerta para El Niño

O inverno no Brasil começa neste domingo com massa de ar polar que derrubará temperaturas em todo o país a partir de 24 de junho
O inverno no Brasil começa oficialmente neste domingo, 21 de junho, às 5h24 (horário de Brasília), marcado pela chegada de uma forte massa de ar polar que deve provocar a primeira grande onda de frio generalizada da estação.
A transição astronômica do outono para o período mais frio do ano no Hemisfério Sul ocorre em razão do solstício de inverno, fenômeno em que a região atinge sua máxima inclinação para longe do Sol.
O sistema meteorológico de origem polar avançará pelo interior da América do Sul e começará a derrubar as temperaturas de forma acentuada a partir de meados da próxima semana.
Segundo previsão do Climatempo, os primeiros efeitos do resfriamento serão sentidos já na segunda-feira (22) nos estados da região Sul, em Mato Grosso do Sul e em São Paulo.
"Mas é a partir do dia 24 de junho que a potente e grande massa de ar frio de origem polar começa a chegar ali no norte da Argentina e no Paraguai. Aí sim, esse ar gelado vai começar a invadir o interior do Brasil", explicou a meteorologista Josélia Pegorim, do Climatempo.
De acordo com a especialista, a configuração desse sistema permite que o ar gelado avance com maior abrangência e intensidade sobre o território nacional, provocando inclusive o fenômeno da friagem intensa no Acre, em Rondônia e no sul do Amazonas.
O solstício de junho marca o dia mais curto e a noite mais longa do ano, mas não coincide necessariamente com os dias de temperaturas mais baixas, que dependem do deslocamento dos sistemas de alta pressão polar.
Paralelamente ao início da estação, as atenções dos especialistas se voltam também para o cenário climático global a médio prazo.
Segundo dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno climático El Niño deve se formar entre maio e julho deste ano, com previsão de atingir seu pico entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.
Historicamente, as oscilações térmicas e de umidade trazem impactos severos para a infraestrutura e para o meio ambiente no país.
Análises do Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) indicam que o próximo ciclo do El Niño deve expor as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste a secas severas e redução de chuvas.
No Sudeste, o fenômeno tende a combinar ondas de calor com baixa umidade, gerando risco de escassez hídrica em reservatórios estratégicos, como o Sistema Cantareira.
A nova estação fria se estenderá até o dia 22 de setembro, quando ocorrerá o equinócio de primavera.