Combustíveis desaceleram inflação ao consumidor

Gasolina | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Gasolina e etanol puxaram alívio na inflação ao consumidor em junho, segundo dados do IGP-10 divulgados pela FGV
O recuo nos preços dos combustíveis foi o principal fator de desaceleração da inflação ao consumidor medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) em junho, segundo informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira, 16. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) passou de uma alta de 0,68% em maio para 0,56% em junho, refletindo o alívio nos preços de itens como gasolina e etanol.
Entre os principais itens que contribuíram para a desaceleração do IGP-10 em junho, destacam-se:
- Combustíveis em queda: A gasolina recuou 1,83% e o etanol registrou queda expressiva de 6,77%, sendo os maiores responsáveis pelo alívio na inflação ao consumidor no período.
- Outros itens com deflação: O café em pó caiu 3,34%, o aparelho telefônico celular recuou 1,02% e shampoo, condicionador e creme registraram queda de 1,30%. -
Na direção contrária, a tarifa de eletricidade residencial subiu 2,83%, a batata-inglesa disparou 43,60%, o tomate avançou 16,28%, os serviços bancários subiram 2,11% e o condomínio residencial registrou alta de 1,32%. Em relação ao mês anterior, três das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais brandas no IGP-10 de junho. A categoria Transportes passou de alta de 0,29% em maio para queda de 0,49% em junho. Saúde e Cuidados Pessoais desacelerou de 1,00% para 0,44%, enquanto Educação, Leitura e Recreação recuou de 0,38% para 0,23%.
Por outro lado, algumas classes de despesa apresentaram taxas mais elevadas no IGP-10 de junho em comparação a maio. Despesas Diversas saltaram de 0,47% para 1,29%, e Habitação avançou de 0,71% para 0,93%. Vestuário saiu de -0,07% para 0,74%, Comunicação foi de 0,00% para 0,12%, e Alimentação praticamente estabilizou, passando de 1,22% para 1,23%. O resultado do IGP-10 de junho reforça o impacto direto dos preços dos combustíveis sobre a inflação ao consumidor, ao mesmo tempo em que aponta para pressões persistentes em itens como alimentos e energia elétrica residencial.