Gabriel Azevedo visita Cleitinho e defende diálogo em MG

Foto: Reprodução
Gabriel Azevedo publicou foto na cozinha do senador Cleitinho e defendeu o diálogo na política mineira, apesar das diferenças ideológicas
Os pré-candidatos ao governo de Minas Gerais Gabriel Azevedo (MDB) e Cleitinho Azevedo (Republicanos) se encontraram na residência do senador, e o encontro foi divulgado nas redes sociais pelos próprios envolvidos. A visita chamou atenção pela informalidade e pelo tom conciliatório adotado por ambos, apesar das diferenças ideológicas que os separam.
Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, publicou uma foto na cozinha do adversário de pré-campanha e aproveitou para defender o diálogo entre políticos. "Enquanto muita gente perde tempo apontando o dedo para o outro lado brigando, aceitei o convite para comer um pão com ovo e refrigerante na cozinha do senador da República e pré-candidato ao Governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo para fazer o que está faltando na política mineira: dialogar", escreveu o pré-candidato do MDB.
Gabriel Azevedo também criticou "quem tem político de estimação" e ressaltou que, apesar das diferenças ideológicas, todos os políticos conversam entre si, mas "nem todos mostram". O pré-candidato ainda destacou o que considera uma característica em comum com o senador: "Além de compartilharmos um sobrenome, compartilhamos autenticidade e transparência. Não adianta tentar encaixar a gente numa caixa. A política mineira não cabe em caixinhas".
Cleitinho Azevedo respondeu à publicação com entusiasmo: "Um prazer te receber aqui, meu irmão! MG e o povo sempre em primeiro lugar". A troca pública de gentilezas entre os dois gerou repercussão, sobretudo por envolver nomes que disputam o mesmo cargo em campos políticos distintos. Por ora, uma aliança entre os dois parece distante. Enquanto Cleitinho Azevedo tem trânsito no eleitorado bolsonarista e conta até com apoio garantido do PL, Gabriel Azevedo se apresenta como pré-candidato moderado, alheio à polarização entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O encontro, portanto, foi marcado mais pelo gesto simbólico em favor do diálogo do que por qualquer aproximação política concreta.