PT aguarda decisão de Lula para definir nome ao governo de Minas

Edinho Silva é presidente do PT - Foto: Divulgação/PT
Levantamento do PT aponta Gabriel Azevedo como nome mais bem posicionado para o governo de Minas, mas Lula tem a palavra final
O PT tem utilizado pesquisas eleitorais internas para orientar a definição do nome que a sigla indicará para a disputa pelo governo de Minas Gerais, mas a decisão final pertence ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Essa sinalização teria partido do presidente nacional do partido, Edinho Silva, em encontro com membros da executiva estadual realizado na terça-feira (9/6), na sede do partido, em Brasília.
Segundo petistas presentes no encontro, Edinho Silva teria apresentado os resultados da última pesquisa encomendada pela sigla. O levantamento apontou o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo (MDB) como o nome mais bem posicionado entre as alternativas avaliadas para integrar o projeto eleitoral petista em Minas.
Outros nomes cogitados por setores do PT, no entanto, não teriam registrado desempenho relevante no levantamento, entre eles Sandra Goulart, em eventual pré-candidatura pelo PT, e os nomes de Jarbas Soares e Josué Gomes, ambos filiados ao PSB.
No mesmo dia, em seminário com militantes da legenda, o dirigente fez ressalvas à resolução da executiva estadual que previa o lançamento de uma candidatura própria. "O PT de Minas aprovou uma resolução de que seria uma candidatura própria. É correto, o partido tem que defender suas lideranças. Mas nós temos dialogado com os partidos aliados também. Temos que pensar que as alianças são constituídas nos estados, mas também temos a aliança nacional", afirmou Edinho Silva na ocasião.
Aproximação com Gabriel Azevedo e outros nomes no radar petista
Ainda no fim de maio, já havia sinais públicos de aproximação entre Gabriel Azevedo e lideranças petistas. A ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) atuou como interlocutora entre o emedebista e o partido.
Os dois se reuniram para discutir um diagnóstico do cenário político mineiro, com troca de propostas e identificação de afinidades programáticas. "Ele é uma alternativa possível e viável nesse leque de questões colocadas. Ele quer se aproximar, quer uma aliança com a gente, e está disposto a pactuar compromissos e relacionamentos que permitam essa aproximação", afirmou Marília ao O TEMPO.
A aproximação resultou em uma reunião posterior, em Brasília, com Edinho Silva, para discutir uma possível composição na disputa pelo governo do Estado. Nem Gabriel Azevedo nem os petistas, contudo, confirmaram qualquer acordo eleitoral até o momento.
Outro nome considerado pela direção nacional foi o do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT). No mesmo dia em que o partido anunciou que apostaria em candidatura própria, Edinho Silva chegou a se deslocar até a residência do pré-candidato ao Palácio Tiradentes em busca de uma composição.
O pedetista, porém, enfrenta forte rejeição de alas internas do PT mineiro e chegou a mencionar que tem flertado com legendas mais à direita do espectro político.
Além de Kalil, parte da legenda defendia uma candidatura de Marília Campos ao governo estadual. Ela, no entanto, tem reiterado que não pretende disputar o cargo e manterá sua pré-candidatura ao Senado Federal.
Em fevereiro, a direção nacional do PT oficializou seu nome na disputa pela Casa Alta, decisão que a instância estadual da legenda já havia aprovado anteriormente.
O cenário ainda permanece em aberto, com o PT de Minas aguardando a palavra final de Lula para definir o rumo da disputa pelo governo estadual em 2026.