Flávio nega que tarifas prejudiquem sua campanha: "São do Lula"

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Pré-candidato à Presidência pelo PL afirma que taxação dos EUA não prejudicará sua campanha e responsabiliza o governo Lula pelas medidas
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL, afirmou nesta quarta-feira, 3, que a imposição de novas tarifas dos Estados Unidos ao Brasil não prejudicará sua campanha eleitoral nem afetará a soberania do país. Para o senador, a responsabilidade pelas taxações recai diretamente sobre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Essa tarifa sobre as empresas brasileiras é a tarifa do Lula. Pelo seu comportamento, pela sua falta de habilidade (...) O Lula a todo momento provoca, atiça, o presidente dos Estados Unidos, para quê? Para que haja uma reação como essa. E ele, Lula, olha os frutos eleitorais disso. O Lula não está nem aí para as empresas brasileiras. Ele vai fazer de tudo pra ganhar eleição", declarou Flávio Bolsonaro. As informações são do jornal O Tempo.
O senador disse esperar que os Estados Unidos recuem da decisão de sobretaxar o Brasil. Na terça-feira, 2, ele enviou uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, buscando reverter a medida. "Já mandei uma carta ao governo americano explicando essa situação e pedindo que não taxem as empresas brasileiras", afirmou. Flávio Bolsonaro também negou que a taxação terá impacto negativo em sua corrida presidencial: "Não vai prejudicar, porque, com a verdade, a gente vai explicar que essa taxa do Lula, essa tarifa do Lula é por causa das provocações dele aos Estados Unidos".
Sobre a classificação, pelos Estados Unidos, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações criminosas estrangeiras, Flávio Bolsonaro minimizou os efeitos sobre a soberania nacional: "Não interfere em nada na soberania do País. Eu estou preocupado com 50 milhões de brasileiros que não têm soberania, porque moram em áreas que são dominadas pelo CV, pelo PCC". O senador acrescentou ainda que o PIX também não seria afetado pelas medidas americanas, afirmando que o sistema "não sofre ameaça de nada".
Flávio Bolsonaro aproveitou a ocasião para reforçar sua posição sobre segurança pública, defendendo o endurecimento das penas e a construção de novos presídios. "Meu discurso está sendo muito radical na área da segurança pública, porque vou construir presídio. Vou fazer o Congresso aprovar leis para que esses marginais fiquem presos de verdade, porque a cadeia não pode ser uma porta giratória", disse o senador, acrescentando que "ladrão de celular tem que ficar preso".