Fiemg alerta sobre impacto das eólicas offshore

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A Fiemg alerta que a derrubada do Veto nº 3/2025 pode elevar a conta de luz dos mineiros em até 9% e custar R$ 550 bilhões ao País até 2050.
A Fiemg manifestou preocupação com a possível derrubada do Veto nº 3/2025, relacionado à Lei das Eólicas Offshore. Segundo a federação, a medida pode custar R$ 550 bilhões ao País até 2050 e elevar a conta de luz em Minas Gerais em até 9%, representando um acréscimo de R$ 16,57 por mês na fatura do consumidor mineiro. De acordo com o coordenador de Mercado de Energia da Fiemg, Sérgio Pataca, o problema central está na inclusão de subsídios que não fazem parte do objeto original da lei, conhecidos como "jabutis".
Segundo ele, esses acréscimos encarecem toda a cadeia produtiva e pressionam os preços de itens básicos como o pão francês, a carne e o leite. Em outro destaque da economia mineira, o governo de Minas Gerais anunciou como pretende aplicar os mais de R$ 8 bilhões arrecadados com a desestatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).
Os recursos serão direcionados para a melhoria dos serviços de água e esgoto, com até 5% destinados ao Fundo Estadual de Saneamento Básico, além de obras rodoviárias estruturadas no programa Governo Presente. A estratégia do governo estadual também prevê o abatimento de juros da dívida do Estado com a União, atualmente estimada em cerca de R$ 185,7 bilhões, seguindo as diretrizes do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados. No setor industrial, a fabricante francesa Vallourec anunciou a implantação de uma nova linha de produção na usina do Barreiro, em Belo Horizonte.
O projeto será voltado para a tecnologia "cleanwell", um revestimento livre de graxa para conexões de tubos. O CEO da Vallourec América do Sul, André Lacerda, revelou ao Diário do Comércio que a nova linha ocupará antigos galpões de estocagem e demandará um investimento significativo. A solução utiliza a eletrodeposição de um lubrificante seco azul, tecnologia que é propriedade intelectual exclusiva da empresa. Segundo a Vallourec, não há concorrentes nacionais com capacidade de produção similar voltada para o mercado de óleo e gás, o que reforça a relevância estratégica do investimento para Minas Gerais.