Douglas Santos prega respeito ao Haiti na Copa

Foto: CBF/YouTube
Após empate com o Marrocos, Douglas Santos cobra evolução do Brasil e alerta para o perigo do Haiti no Mundial
A estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo deixou lições importantes para o elenco. Após o empate por 1 a 1 com o Marrocos, o lateral-esquerdo Douglas Santos admitiu que o time precisa evoluir para a sequência da competição, mas fez questão de ressaltar que a entrega dos jogadores jamais esteve em dúvida. Em entrevista coletiva na terça-feira (16), Douglas Santos destacou que a atual edição do Mundial tem sido marcada pelo equilíbrio entre as seleções e alertou para a dificuldade dos próximos compromissos. "Não vai ter jogo fácil. Estão acontecendo muitos jogos equilibrados, empates como foi ontem.
Temos que estar bem preparados emocionalmente e fisicamente para os jogos, porque serão sempre difíceis", analisou o lateral. O próximo desafio será diante do Haiti, seleção que arrancou elogios do lateral. Douglas Santos evitou qualquer discurso de favoritismo exagerado e afirmou que o Brasil precisa entrar em campo com humildade para buscar a primeira vitória na competição. "A gente está falando de uma seleção do Haiti, que é uma seleção muito forte fisicamente. Tem uma intensidade que eu pude ver no jogo contra a Escócia. Tem se mostrado uma seleção muito qualificada. Vai ser um jogo difícil e temos que pensar em vencer. Não podemos ter a soberba de falar em golear por ser o Haiti. Temos que saber que os três pontos são o mais importante neste momento. O Haiti mostrou na estreia que está muito forte fisicamente. Teremos que jogar muito mais do que jogamos contra o Marrocos. Temos que entrar com humildade, intensidade desde o primeiro minuto, para fazer um grande jogo e sairmos com a vitória", completou.
Questionado sobre a média de idade elevada do sistema defensivo brasileiro, Douglas Santos destacou a importância da mistura entre juventude e experiência dentro do grupo. "Sabemos que, como eu falei, na Copa do Mundo vai ter jogadores de idades diferentes. Os mais jovens trarão equilíbrio com os mais velhos, de maturidade e intensidade. Mas todos aqui estão preparados para entregar o seu melhor. Com certeza iremos ajudar os mais jovens na seleção", disse o lateral.
Sobre a liberdade para avançar ao ataque, Douglas Santos explicou que procura equilibrar as ações ofensivas sem comprometer a estrutura defensiva da equipe. "A gente sempre tenta dar o nosso melhor para a seleção. Cada um tem sua função, e todos são os melhores de suas posições. Sempre tento estar apto para defender bem e, quando puder subir, vou tentar fazer o melhor, dar assistência ou até mesmo chutar para o gol. Vai do contexto do jogo e de ter uma leitura boa para não expor nossa zaga", explicou.
Douglas Santos também falou sobre a parceria com Vinicius Júnior pelo lado esquerdo. Autor do gol brasileiro contra o Marrocos, o atacante recebeu elogios do companheiro. "Como você falou, o Vini é um cara que tem sido nosso desafogo. Mas sabendo que tem Raphinha, Igor Thiago, Matheus Cunha, Bruno que chega muito na frente. Temos conversado do lado esquerdo para que ele tenha possibilidade de mostrar o futebol que ele sabe. Espero sempre estar fazendo minha função da melhor maneira possível, que é marcar, para ele marcar gols ali na frente", falou o lateral.
Ao analisar a atuação da seleção na estreia, Douglas Santos discordou da ideia de que faltou entrega, mas reconheceu que o desempenho esteve abaixo do esperado, especialmente nos primeiros 45 minutos. "Eu vou discordar um pouco do que você falou. Que não colocamos o pé ou não corremos mais. Poderíamos jogar muito melhor, é fato. Poderíamos ter começado o jogo mais intensos do que começamos, dominado mais os espaços no campo. No primeiro tempo deixamos a desejar. Mas a entrega e a vontade não vão faltar nunca, ainda mais falando de seleção em Copa do Mundo. A qualidade em si faltou um pouco. Mas, com certeza, iremos controlar a ansiedade e a emoção, sabendo que a estreia passou", completou.
Douglas Santos revelou ainda que vestir a camisa da seleção brasileira transformou sua relação com os torcedores, mesmo após uma década atuando fora do país. "Eu, que sou uma pessoa mais tranquila em questão de redes sociais, não era muito reconhecido na minha cidade. Já faz 10 anos que estou fora, e isso faz com que poucas pessoas da minha cidade me reconheçam. Mas a seleção brasileira, o maior palco do mundo, me fez sentir isso. Não conseguia andar nas ruas, as pessoas me perguntando. Fiquei feliz pelo reconhecimento e carinho de todos. Que, em nome de Jesus, isso possa aumentar. E nossa caminhada possa ser muito feliz aqui na Copa do Mundo até a final", disse. Por fim, o lateral reforçou que a busca pelo hexa é uma responsabilidade compartilhada por todo o país. "A gente sempre está conversando para estar melhorando. Sabemos que nada está suficiente. Mas temos sempre que tentar melhorar. Essa é a nossa conversa entre os treinos e as refeições. Existe um sonho que não é só nosso, de todo um país. E vamos lutar para conquistar este sonho", finalizou Douglas Santos.