Oposição recorre à PGR para tentar barrar filme sobre Bolsonaro antes das eleições

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Rogério Correia recorre à PGR para barrar exibição do filme Dark Horse após Nunes Marques rejeitar pedido por falta de legitimidade
Após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques negar o pedido para impedir a exibição do filme "Dark Horse", sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o deputado federal Rogério Correia (PT) decidiu recorrer à Procuradoria-Geral da República (PGR).
O parlamentar busca agora que o órgão acione o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para barrar a divulgação da obra.
No pedido original, Correia alegou que o filme, com lançamento previsto para setembro, às vésperas das eleições, seria uma peça eleitoral destinada a beneficiar o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República.
Nunes Marques, no entanto, não analisou o mérito da ação, rejeitando-a por entender que o deputado não tinha legitimidade para fazer a representação, prerrogativa restrita a candidatos disputando eleição na mesma circunscrição do representado.
Diante da negativa, e antes que a pré-campanha do presidente Lula decida se vai questionar a exibição do filme, Correia antecipou o movimento e levou o caso à PGR.
"Estou entrando hoje na Procuradoria-Geral da República com o mesmo procedimento que entrei no Tribunal Superior Eleitoral, ou seja, a proibição da exibição do filme Dark Horse por dois motivos. O primeiro deles é o motivo de promoção política de criminoso condenado pelo Supremo Tribunal Federal na seara criminal e, ao mesmo tempo, um filme que está sendo investigado por corrupção, por lavagem de dinheiro, por dinheiro público para este filme, dinheiro do Vorcaro, do Banco Master. Nesse sentido, isso seria o suficiente para que este filme fosse impedido", declarou o parlamentar.
O deputado também destacou a proximidade entre o lançamento do filme "Dark Horse" e o calendário eleitoral como um fator determinante para o pedido de proibição.
"Além disso, ele (o filme) está para ser exibido um mês antes das eleições, o que fere também o processo eleitoral. Aliás, o próprio candidato Flávio Bolsonaro chegou a dizer em entrevista dada para a repórter Edilene Lopes que nós estaríamos com medo do filme ser exibido porque isso poderia dar vantagem eleitoral a ele. Olha, ele é um real confesso. Querem passar o filme exatamente para ter vantagem eleitoral", afirmou Correia.
O caso "Dark Horse" segue gerando disputas jurídicas e políticas, com o deputado insistindo que o mérito da questão precisa ser devidamente julgado.
A PGR agora terá a palavra sobre a possibilidade de acionar o TSE para impedir a exibição da obra antes do pleito eleitoral.