Copom inicia reunião e mercado aposta em pequeno corte

Foto: Banco Central/Reprodução
Comitê analisa conjuntura econômica antes de decidir sobre a taxa Selic; maioria do mercado espera corte de 0,25 ponto percentual
A primeira etapa da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) teve início às 10h04 desta terça-feira, conforme informou o Banco Central. Nessa fase, o presidente da autarquia, Gabriel Galípolo, e os seis diretores acompanham apresentações técnicas do corpo funcional sobre o cenário econômico, que servirão de base para a decisão sobre a taxa Selic. O resultado será divulgado na quarta-feira, 17, a partir das 18h30.
De acordo com a pesquisa Projeções Broadcast realizada na última quarta-feira, 10, a maior parte das instituições consultadas — 39 de 49 — projeta uma redução de 0,25 ponto porcentual nos juros nesta reunião do Copom, o que levaria a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano. Essa expectativa ganhou reforço com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã no domingo, 14.
A tratativa diminuiu as chances de que o colegiado interrompesse já neste encontro o processo de calibragem dos juros — hipótese que havia ganhado força na semana anterior. Ainda assim, a perspectiva de um possível fim para o conflito não alterou a percepção de que uma pausa no ciclo de ajuste da autoridade monetária se aproxima. Permanece forte a avaliação de que esta reunião do Copom deve representar o último ou o penúltimo corte consecutivo do Comitê, diante da piora do quadro inflacionário e da proximidade do período eleitoral.
A mediana para a Selic ao fim de 2026 subiu para 13,75% no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, ante 13,00% registrados na pesquisa publicada na véspera da reunião anterior do Copom, em abril. Considerando apenas as estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades recentes, a projeção está em 14,00%. No campo da inflação, a estimativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano avançou de 4,86% para 5,30% no mesmo intervalo, ampliando a distância em relação ao teto da meta, fixado em 4,50%.
Para 2027, atual horizonte relevante da política monetária, a projeção passou de 4,00% para 4,10%. O dólar também registrou alta entre as reuniões do Copom. A cotação utilizada no cenário de referência, que era de R$ 5,00 em abril, deve subir para R$ 5,10 na nova avaliação do Comitê.