Caiado nega chapa com Zema nas eleições

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Ex-governador de Goiás descarta aliança formal com Zema e reafirma candidaturas independentes, mas defende união da centro-direita contra o PT
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) negou a formação de uma aliança com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) para a disputa presidencial deste ano. Em entrevista ao podcast "Iron Talks", exibida na última quarta-feira, Caiado afirmou que ambos manterão suas candidaturas de forma independente, descartando qualquer composição de chapa entre os dois.
O ex-governador goiano explicou que as conversas com Zema tiveram outro objetivo: — "A conversa minha com o Zema foi no sentido de não continuarmos com esses desentendimentos entre nós, candidatos, que a centro-direita não pode chegar fragmentada no segundo turno. Esse foi o motivo de várias conversas" — disse Caiado, acrescentando: — "O Zema vai continuar com a campanha dele e eu vou continuar com a minha." Além de esclarecer a relação com Zema, Caiado reforçou a tese de que ele, o ex-governador mineiro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precisam estar unidos para "ganhar a eleição do PT".
O ex-mandatário goiano foi enfático ao afirmar que "essa é a eleição em que Lula tem que sair do poder" e que a direita "não pode errar nem brincar". A declaração encontra eco nas palavras do próprio Flávio Bolsonaro, que também nesta semana, em entrevista ao jornal "O Tempo", defendeu que seria importante os três estarem "juntos para derrotar o PT". As declarações de Caiado, no entanto, contrastam com sinalizações dadas no final do mês passado.
Durante o cumprimento de uma agenda, Zema havia dito ser possível que ele e Caiado se unissem ainda no primeiro turno para viabilizar outra candidatura de direita no lugar de Flávio Bolsonaro, que tem liderado as pesquisas junto a Lula. No dia seguinte, o próprio Caiado chegou a declarar publicamente que existia "o sentimento" para que ele e Zema estivessem em uma única chapa, alimentando as especulações sobre uma possível aliança. Agora, com a negativa de Caiado, o cenário da centro-direita segue marcado pela busca de unidade sem uma definição concreta de composição, enquanto os três nomes continuam com candidaturas em aberto para a disputa presidencial.