Boulos critica Alcolumbre por não pautar 6x1 no Senado

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Ministro afirma que aprovar o fim da escala 6x1 no Senado é "prioridade número um" do governo Lula antes das eleições
O ministro-chefe da Secretaria-Geral do governo Lula, Guilherme Boulos (PSOL), declarou nesta quinta-feira (25) que aprovar o fim da escala 6x1 no Senado Federal antes das eleições é a principal meta da gestão petista. Em entrevista à CNN Brasil, Boulos também classificou como "inexplicável" a ausência de pauta do tema pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).
Durante a entrevista, Boulos foi direto ao afirmar o compromisso do governo: "É prioridade número um do governo Lula aprovar, no Senado, o fim da escala 6x1. Estamos empenhados. É um empenho de governo para aprovarmos antes da eleição. Vimos qual foi a tática da oposição e de grandes setores empresariais." O ministro também destacou a movimentação de setores da oposição e do empresariado, que, segundo ele, apostam em apoiar a medida antes do pleito como forma de garantir capital eleitoral. Para Boulos, o debate precisa ser conduzido com clareza: "É essencial que esse tema seja tratado com transparência. Quem é contra coloque sua digital." Boulos ainda criticou a postura de Alcolumbre ao não incluir o tema na pauta do Senado, descrevendo a situação como "inexplicável" "diante de todo o empenho da sociedade".
Além da questão da escala 6x1, Boulos foi questionado sobre um conflito interno no PSOL envolvendo a deputada federal Érika Hilton, uma das principais lideranças eleitorais do partido. A parlamentar denunciou ter sido preterida na distribuição de recursos para as campanhas deste ano, mesmo após acordos firmados com a cúpula da legenda. Boulos defendeu a posição de Hilton e reconheceu a legitimidade da cobrança: "Érika Hilton tem muita razão, é correto que ela faça a cobrança. Existe uma coisa que vale para a política e vale para a vida: acordo se cumpre. Não há comparação com o que está acontecendo no PL. Estamos falando de uma ruptura dentro de uma mesma família, em um clã." O ministro buscou diferenciar o caso do PSOL de outras disputas internas em partidos rivais, mas reconheceu a necessidade de resolver a situação dentro da sigla. A declaração reforça a tensão interna no partido, que enfrenta um impasse sobre a partilha de verbas eleitorais entre suas principais lideranças.