Greve de professores altera calendário escolar de BH até 2027

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Após greve de 45 dias dos professores, Secretaria de Educação de Belo Horizonte publica portaria com mudanças nos recessos e férias de 2026
A Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte publicou, nesta quarta-feira (17), uma portaria com alterações no calendário escolar de 2026.
As mudanças são consequência direta da greve dos professores da rede pública municipal, que durou 45 dias e foi encerrada na última quarta-feira (10).
Segundo o documento, as escolas que não conseguirem cumprir o mínimo de dias letivos e a carga horária anual até 18 de dezembro terão o calendário escolar estendido até 28 de fevereiro de 2027.
A prorrogação, no entanto, deve respeitar a suspensão das atividades entre 4 de janeiro e 5 de fevereiro, período reservado às férias dos professores.
Mudanças nos recessos e férias coletivas
Além da possível extensão do calendário, a portaria também altera os recessos escolares — quando as aulas são suspensas, mas a instituição continua funcionando com expediente interno ou administrativo — e as férias coletivas dos professores.
Veja o que muda:
Os recessos escolares, que estavam previstos para os períodos de 16 a 27 de julho, 13 a 17 de outubro e 21 a 31 de dezembro, passam a ser nos dias 16 a 30 de julho, 13 a 17 de outubro e 21 a 23 de dezembro.
As férias coletivas dos professores, que estavam programadas para o período de 28 a 31 de julho, foram transferidas para os dias 28 a 31 de dezembro.
A greve dos professores da rede pública municipal de Belo Horizonte teve início no dia 27 de abril.
Os trabalhadores paralisaram as atividades para reivindicar melhores condições de trabalho e protestar contra a redução de verbas destinadas à manutenção das escolas e a falta de servidores.
O movimento foi encerrado no dia 10 de junho.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), entre as conquistas da mobilização está a garantia de que o trabalho docente e pedagógico será realizado exclusivamente por professores concursados.
As alterações no calendário escolar de Belo Horizonte refletem o impacto dos 45 dias de paralisação sobre a rotina das escolas municipais e buscam assegurar o cumprimento da carga horária mínima exigida pela legislação educacional.