B3 terá dados compartilhados com a China

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Parceria conecta a B3 à Wind Financial Terminal, principal plataforma financeira da China, para atrair investidores asiáticos ao mercado brasileiro
O Brasil avançou mais um passo na aproximação com o mercado financeiro chinês. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou do lançamento de uma parceria que permitirá a disponibilização de dados do mercado de capitais brasileiro na Wind Financial Terminal, principal plataforma de informações financeiras da China. A iniciativa conecta as bases da B3, a Bolsa de Valores brasileira, à ferramenta utilizada por gestores de recursos, bancos, seguradoras e corretoras chinesas, criando um canal direto entre investidores asiáticos e ativos brasileiros.
A parceria integra os dados da B3 à plataforma mais utilizada pelo mercado financeiro institucional chinês, permitindo que usuários tenham acesso a informações sobre o mercado brasileiro, como cotações, índices, dados de empresas listadas e indicadores econômicos. Segundo o Ministério da Fazenda, a medida reduz a distância entre investidores e oportunidades no Brasil, ao facilitar análises, comparações de mercado e decisões de alocação de recursos. Antes do evento em Xangai, Durigan afirmou que a iniciativa fortalece a transparência e ajuda a posicionar o país como destino de investimentos internacionais. "O Brasil tem se consolidado como um porto seguro e dinâmico para o capital estrangeiro.
Ao integrarmos os dados da B3 à principal plataforma financeira da China, estamos construindo uma ponte de transparência que reduz distâncias e dá aos investidores asiáticos as ferramentas necessárias para participarem ativamente do nosso crescimento", declarou. O governo brasileiro avalia que o maior acesso às informações do mercado nacional pode diversificar as fontes de financiamento da economia e aumentar a presença de investidores chineses no país. A expectativa é que a integração entre as plataformas contribua para fortalecer a cooperação financeira bilateral e amplie o fluxo de capital estrangeiro para setores estratégicos da economia brasileira. O lançamento ocorre durante viagem oficial de Durigan a Xangai e a Pequim, com foco em ampliar a cooperação econômica entre Brasil e China.
A missão, que vai até sexta-feira (26), envolve discussões sobre instrumentos de financiamento, investimentos sustentáveis e integração dos mercados financeiros dos dois países. Entre os temas tratados estão financiamento de projetos de transição ecológica, modernização da relação institucional entre os dois países e fortalecimento de cadeias produtivas. Segundo a Fazenda, a missão busca mobilizar recursos para projetos de transformação ecológica. Além de mobilizar o capital necessário para a descarbonização da economia brasileira, o Brasil busca trazer investimentos produtivos, gerar inovação e fortalecer a integração de cadeias de valor com o país asiático. A agenda inclui encontros com instituições financeiras e organismos multilaterais.
Ainda nesta data, Durigan participou, como convidado, do Fórum Brasil-China sobre Finanças Verdes, organizado por entidades não governamentais, com foco no papel das finanças sustentáveis na relação sino-brasileira. Na tarde do mesmo dia, o ministro se reuniu com a presidenta do NDB (Novo Banco de Desenvolvimento), Dilma Rousseff, em Xangai. O NDB também é conhecido como Banco do Brics. Nos dias seguintes, Durigan segue para Pequim para dar continuidade à missão oficial.