Anvisa atualiza medidas em portos e aeroportos contra ebola, sarampo e poliomielite

Passageiros no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Com surtos de ebola, sarampo e poliomielite no radar, a Anvisa reforça vigilância sanitária nos pontos de entrada do Brasil
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou as medidas preventivas de saúde para portos e aeroportos do Brasil. O país reforça a divulgação de informações sobre o ebola e mantém o monitoramento de outras duas emergências sanitárias: sarampo e poliomielite (paralisia infantil).
A Instrução Normativa nº 448/2026 foi publicada após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar o surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).
A medida reflete a necessidade de ampliar a vigilância nos principais pontos de entrada do país diante do cenário sanitário global.
Embora o risco de entrada do ebola no Brasil seja considerado baixo, a nova norma determina a instalação de banners informativos sobre a doença em áreas de desembarque internacional.
Não foram adotadas medidas adicionais para viajantes, meios de transporte, cargas ou restos mortais, seguindo as recomendações da OMS e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
As duas organizações não indicam, no momento atual, restrições de viagens ou fechamento de fronteiras.
No que diz respeito ao sarampo, continuam os avisos sonoros em aeronaves, medida mantida em razão do registro de casos importados nas Américas e do aumento do fluxo de viagens para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil mantém a eliminação do sarampo desde 2024, mas, devido à circulação da doença nas Américas, o país tem detectado casos importados, o que justifica a manutenção da medida.
Já para a poliomielite, apesar da persistência do risco de disseminação internacional como uma ESPII, a Anvisa não recomenda nenhuma medida de saúde específica para os pontos de entrada no país.
A atualização das normas reflete o alinhamento do Brasil com as diretrizes internacionais de saúde pública, priorizando a informação e o monitoramento sem impor restrições desnecessárias à circulação de pessoas e mercadorias.