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O pré-candidato à presidência pelo partido Novo e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou neste domingo que pretende revisar o programa Bolsa Família caso chegue ao Planalto. Em entrevista ao programa Canal Livre, na Band, ele declarou que o objetivo é evitar o que chamou de "geração de imprestáveis", condicionando o benefício à aceitação de ofertas de emprego pelos beneficiários.
Durante a entrevista, Zema criticou o que classificou como "marmanjões" — pessoas que, segundo ele, preferem ficar em casa recebendo auxílio do governo a buscar emprego formal. O ex-governador afirmou que há vagas disponíveis com carteira assinada no mercado de trabalho, mas que parte dos beneficiários opta por não trabalhar. — Bolsa Família e programas sociais são importantíssimos.
Nós vamos manter para quem precisa. Sabemos que tem muita fraude, que eu vou combater. E também não vou pagar auxílio do governo, Bolsa Família, para os marmanjões, que é o que mais está crescendo no Brasil. Nós estamos criando uma geração de imprestáveis — disse na ocasião. — Há vagas com carteira assinada, e marmanjão fica em casa, nas redes sociais, na Netflix, e prefere receber o auxílio governamental, não estuda, não trabalha, vive às custas do governo, e de vez em quando, faz um bico para complementar a renda.
Ao ser questionado sobre as regras que pretende adotar, Zema explicou que o beneficiário receberá uma lista de propostas de emprego e só poderá recusar uma delas. O pré-candidato também apontou o que considera um "incentivo à informalidade" no modelo atual do programa, que permitiria aos beneficiários realizar pequenos "bicos" para complementar a renda sem abrir mão do auxílio. — Hoje nós temos um incentivo a essa informalidade, à perpetuação desta situação, em que o pai já viveu assim e o filho está aprendendo a viver. Ele ganha com os bicos mais R$ 1.000, não tem nenhum compromisso com horário e aprendizado. Daqui a 10 ou 15 anos, ele continuará totalmente desqualificado como está hoje — disse.
No final de semana, Zema também respondeu a críticas nas redes sociais após declarar, em entrevista ao podcast Inteligência Ltda na última sexta-feira, que crianças poderiam "ajudar" em trabalhos considerados "mais simples". Após a repercussão, ele defendeu a ampliação de oportunidades para adolescentes e pediu para que os críticos "parem com a hipocrisia". — Educação e trabalho digno são o que formam caráter, disciplina e futuro. No Brasil, isso já é permitido a partir dos 14 anos como aprendiz, mas precisamos ampliar essas oportunidades com proteção, sem atrapalhar a escola, como já acontece em muitos países desenvolvidos. Agora, vamos falar a realidade aqui: milhões de jovens já trabalham hoje na informalidade, sem regra e nenhuma proteção — disse na gravação. As declarações de Zema reforçam sua posição sobre a necessidade de reformular os programas sociais no Brasil, combinando o combate a fraudes com a exigência de contrapartidas dos beneficiários aptos ao trabalho.