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A Secretaria do Estado da Saúde Pública (Sesap) do Rio Grande do Norte e a Secretaria de Saúde (SMS) de Natal descartaram a suspeita de contaminação pelo detergente Ypê em uma menina de 10 anos, moradora da capital potiguar. A criança havia sido internada semanas atrás após apresentar sintomas como coceira, dificuldade para respirar e andar, o que gerou suspeitas de relação com o produto, cujo uso e fabricação foram suspensos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A menina recebeu alta no dia 20 do Hospital Varela Santiago, e os exames realizados durante a internação afastaram qualquer ligação com o detergente Ypê. De acordo com as secretarias, os laudos apontaram para outras causas de origem infecciosa.
A SMS de Natal emitiu nota informando que o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde acompanhou o caso. "O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS Natal) acompanha o caso e, segundo a avaliação dermatológica realizada na internação, a sugestão seria de que o adoecimento possa ter sido causado devido urticária multiforme e não sendo descartada a possibilidade de infecção por parvovírus humano (este ainda com investigações em andamento)", disse a SMS.
Já a Sesap foi mais direta ao apontar o diagnóstico. "O parvovírus causa o eritema infeccioso, uma condição comum e geralmente acomete as crianças de forma branda. O sintoma mais comum é o surgimento de manchas vermelhas, que começam intensamente nas bochechas e depois se espalham pelo corpo. O contágio entre humanos se dá por secreções respiratórias, principalmente por gotículas de saliva", informou a secretaria estadual em nota.
A Sesap também confirmou que "foi descartada a suspeita de contaminação por detergente da criança de 10 anos e que chegou a ser internada há duas semanas em Natal", reforçando que "os laudos das sorologias apontaram para infecção por parvovírus e a criança teve alta hospitalar na semana passada".
O caso havia ganhado repercussão em meio às investigações sobre o detergente Ypê, produto que teve sua comercialização e produção suspensas pela Anvisa. Com o descarte da contaminação pelo produto e a identificação do parvovírus como provável causa, as autoridades de saúde encerram a suspeita de vínculo entre o adoecimento da menina e o detergente.