
Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, reunindo-se com o Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla - Foto: Divulgação/Ministério das Relações Exteriores da China
Enquanto o governo dos Estados Unidos intensifica a pressão contra Cuba, o chanceler chinês Wang Yi declarou que a China continuará ao lado da ilha caribenha. A declaração foi feita durante um encontro entre Wang Yi e o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, realizado na quarta-feira (27/5), em Nova York.
"A China continuará a defender a justiça para Cuba, a apoiar a justa causa do povo cubano e a auxiliar Cuba em seu desenvolvimento econômico e social", afirmou Wang Yi após o encontro.
Os dois diplomatas estavam em Nova York para participar de uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada na terça-feira (26/5). Parrilla foi convidado pela China, um dos cinco membros permanentes do órgão, para integrar o evento.
Nos últimos meses, a administração de Donald Trump tem ampliado a pressão sobre Cuba, país que já enfrenta um embargo econômico norte-americano desde 1962. Trump chegou a mencionar a possibilidade de agir e tomar o controle do país após o fim da guerra contra o Irã, ainda sem data definida.
Raúl Castro na mira dos EUA
Além das pressões econômicas e das ameaças militares, o governo norte-americano voltou sua atenção para uma das últimas figuras do castrismo ainda vivas. Em 21 de maio, o ex-presidente cubano e irmão de Fidel Castro, Raúl Castro, foi formalmente indiciado pelos EUA por acusações ligadas a um episódio ocorrido há três décadas.
À época, Raúl Castro exercia o cargo de Ministro da Defesa de Cuba quando dois aviões da organização Hermanos al Rescate, sediada na Flórida e oposta ao governo castrista, foram abatidos por forças cubanas. Ele responde por três acusações: conspiração para matar cidadãos norte-americanos, destruição de aeronaves e assassinato.
A declaração de Wang Yi reforça o alinhamento estratégico entre Pequim e Havana em um momento de crescente tensão entre Cuba e Washington, evidenciando o papel da China como um dos principais apoiadores diplomáticos da ilha no cenário internacional.