
Redes Sociais | Sirlei Rodrigues
A professora Sirlei Rodrigues, de 43 anos, moradora de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo, comprou um notebook no site da Amazon no final de abril e recebeu, no lugar do aparelho, três caixas de sabão em pó. O produto adquirido era um notebook da marca Asus, no valor de R$ 3.599, parcelado em dez vezes. Sirlei relatou à CNN Brasil que precisava do equipamento para cursar o mestrado e escrever sua dissertação.
Ao abrir a embalagem, Sirlei Rodrigues se deparou com uma situação inusitada e perturbadora. Dentro da caixa de entrega, no lugar do notebook, havia três caixas de sabão em pó de 800 gramas cada uma. "Tinha três caixas de sabão brilhante, de oitocentos gramas cada caixinha, dentro da embalagem. E coladas, grudadas no fundo da caixa, para não se movimentar, para ninguém perceber que o que estava ali não era o notebook. [...] Foi um misto de raiva, de decepção, de frustração, medo", relatou.
No mesmo momento, Sirlei Rodrigues entrou em contato com a Amazon pelo site, anexou fotos e registrou uma reclamação formal. Em seguida, também comunicou o ocorrido por telefone, quando foi orientada a enviar um e-mail com imagens do ocorrido. A resposta da empresa foi de que o retorno poderia demorar até três dias úteis.
Insatisfeita com a demora, Sirlei Rodrigues buscou outras alternativas para resolver o problema. Publicou uma reclamação na plataforma Reclame Aqui, expôs o caso nas redes sociais e registrou um boletim de ocorrência em uma delegacia. Na delegacia, recebeu a orientação de contestar a compra junto ao cartão de crédito. Após a contestação, o banco restituiu o valor à professora.
Na quarta-feira (6), Sirlei Rodrigues afirma ter recebido um e-mail da Amazon cobrando o pagamento do pedido, já que a compra havia sido contestada, e questionando os motivos que a levaram a tomar essa decisão. "Eu respondi o e-mail muito brava, porque eu falei, uma empresa como a Amazon não tem uma ligação, um sistema integrado, que saiba por que eu contestei a compra?", disse.
No Reclame Aqui, a professora também recebeu uma resposta informando que, por ter aberto uma contestação junto ao banco, a empresa não poderia tomar nenhuma providência no momento.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o caso foi registrado como estelionato no 3º Distrito Policial de Praia Grande. A CNN Brasil entrou em contato com a Amazon, mas ainda não obteve retorno.