
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como o ‘Sicário’ de Daniel Vorcaro
Conversas entre Henrique Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como "Sicário", forneceram à Polícia Federal os indícios necessários para prender o empresário, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco M
aster. A prisão ocorreu nesta quinta-feira (14/5), durante a 6ª fase da operação Compliance Zero, que investiga o escândalo de corrupção envolvendo o Banco Master. De acordo com as investigações da PF, Henrique Vorcaro utilizava os serviços de uma milícia privada chamada "A Turma" e do grupo "Os Meninos" para intimidar desafetos, obter informações sigilosas de forma ilícita e monitorar investigações de interesse da organização criminosa.
O "Sicário", que gerenciava ambos os grupos, tinha acesso a informações privilegiadas da Polícia Federal, repassadas por dois agentes infiltrados: a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva e seu marido, o agente Francisco José Pereira da Silva. Segundo a PF, o "Sicário" também mantinha contato com o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva e com o agente Francisco José Pereira da Silva.
Na estrutura da organização, Henrique Vorcaro seria o operador financeiro da "Turma", enquanto Marilson exercia o papel de "braço policial-informacional do grupo". Em consequência das investigações, a delegada Valéria foi afastada de suas funções e o agente Francisco José foi preso. Nesta quinta-feira, a PF cumpriu 7 mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. As diligências foram realizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, ampliando o alcance da operação que apura irregularidades no Banco Master.