Polícia investiga morte de pelo menos 50 cães e gatos no Norte de MG

Foto: Polícia Civil/Reprodução
Cães e gatos são encontrados mortos em Salinas, MG, com suspeita de envenenamento; Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso.
Moradores de Salinas, cidade localizada na Região Norte de Minas Gerais, denunciam a morte de ao menos 50 cães e gatos desde o fim de abril. Diante das denúncias, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou um inquérito para apurar o caso, com suspeita de envenenamento dos animais. A protetora e voluntária da ONG Proteção Animal Salinas, Aryele Santos, relatou à Itatiaia que os animais foram encontrados agonizando em diversos pontos da cidade. Segundo ela, os primeiros registros surgiram no final de abril: "Aconteceu esse primeiro caso no finalzinho de abril e durante o mês de maio começaram alguns casos isolados".
Conforme Aryele, o número de mortes cresceu de forma expressiva entre os dias 10 e 11 do último mês, quando aproximadamente 12 cães foram encontrados sem vida. A voluntária detalhou os esforços para salvar alguns dos animais: "A gente conseguiu pegar dois cachorros que estavam passando mal e levar para a clínica veterinária. Um dos cachorros morreu no mesmo dia, a outra ficou internada. Quando foi ontem a cachorra não resistiu e morreu. Essas duas cachorras foram levadas para o hospital veterinário, para gente poder conservar o corpo para fazer a perícia".
A voluntária ainda esclareceu que os animais foram encontrados em diferentes pontos de Salinas, com grande parte dos casos concentrados na região central da cidade. Gatos também estão entre as vítimas registradas pelas denúncias. Diante do cenário, a Polícia Civil agendou uma perícia técnica para investigar as mortes. A corporação informou que os laudos serão anexados aos autos do inquérito assim que forem formalizados.
Entre as medidas adotadas, houve a oitiva de uma testemunha vinculada a uma organização não governamental de proteção animal que acompanhou os casos de perto. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado. O caso também é monitorado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que acompanha o andamento das investigações.