
A Rússia anunciou, nesta segunda-feira (25), que planeja realizar novos bombardeios contra Kiev, com ataques direcionados aos seus "centros de tomada de decisões". Ao mesmo tempo, o país renovou o apelo para que estrangeiros e diplomatas abandonem a capital ucraniana.
Ao longo do fim de semana, a Rússia lançou dezenas de drones e mísseis contra a Ucrânia, resultando na morte de quatro pessoas, dezenas de feridos e danos generalizados em toda a capital. Entre as armas utilizadas, Moscou empregou um míssil hipersônico Oreshnik, que, segundo o governo russo, é capaz de atingir dez vezes a velocidade do som e pode transportar ogivas nucleares.
A ofensiva ocorreu poucos dias após a Rússia acusar Kiev de atacar uma escola profissionalizante na região ucraniana de Lugansk, território ocupado pelos russos, episódio que teria causado a morte de 21 pessoas. Em resposta, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que seu Exército realizasse ataques de retaliação contra a Ucrânia.
Este não é o primeiro pedido do tipo feito pela Rússia. No início do mês, Moscou já havia solicitado que cidadãos estrangeiros e diplomatas deixassem Kiev, quando ameaçou lançar ataques massivos contra o centro da cidade caso a Ucrânia interferisse em um desfile militar na Praça Vermelha.
A situação evidencia a escalada das tensões entre os dois países, com a Rússia sinalizando que os bombardeios contra a capital ucraniana devem continuar, enquanto Kiev segue sob constante ameaça de novos ataques.