
Volante Lucas Romero - Foto: Gustavo AleixoCruzeiro
Mais uma vez, a arbitragem foi alvo de críticas por parte do Cruzeiro após o empate sem gols diante da Universidad Católica, na quarta-feira (6/5), pela 4ª rodada da fase de grupos da Copa Libertadores. O volante e capitão Lucas Romero, único jogador autorizado a dialogar com o árbitro em campo, afirmou que a equipe tem enfrentado dificuldades com os profissionais da arbitragem na competição continental. "Eles deveriam falar com a imprensa e explicar alguns lances. Sou o capitão, por isso, tenho permissão para falar com ele, com respeito sempre.
Mas hoje, depois de três lances, ele falou que não queria mais me escutar e falar comigo. É difícil. Ele só pode falar com o capitão, depois fala que não quer falar comigo e ainda me ameaça de tomar cartão... Hoje, ele errou, e o VAR também", declarou o argentino na zona mista. O árbitro responsável pela partida em Santiago era o colombiano Andrés Rojas. No início do segundo tempo, ele expulsou o atacante Keny Arroyo após um pisão em um adversário.
A decisão gerou revolta no Cruzeiro, pois um lance semelhante envolvendo o meio-campista Gerson, da Católica, no primeiro tempo, não recebeu a mesma punição. A expulsão de Arroyo foi sinalizada pelo assistente Cristian Aguirre, enquanto o VAR estava sob o comando do também colombiano David Rodríguez. Romero foi enfático ao criticar a decisão: "O grande desafio foi jogar com um a menos no 2º tempo. Mas aproveito para falar que o Arroyo foi expulso injustamente. Não era para ser nesse jogo. O juiz errou e o VAR não o corrigiu. Tiveram outros lances nessa competição muito mais fortes e foi cartão amarelo. Levamos um ponto importante pelas circunstâncias, mas queríamos os três pontos".
Com o resultado, o Cruzeiro assumiu a vice-liderança do Grupo D, com 7 pontos, mesma pontuação da Universidad Católica, que lidera a chave. O Boca Juniors aparece em terceiro lugar, com 6 pontos, enquanto o Barcelona é o lanterna, com apenas 3. Vale lembrar que somente os dois primeiros colocados avançam às oitavas de final da competição. Além das reclamações sobre a arbitragem, Romero também comentou sobre as condições do gramado sintético da Claro Arena, inaugurado no ano passado com selo de qualidade da Fifa. O frio e a chuva alteraram o comportamento do campo em relação ao que o Cruzeiro esperava encontrar. "Quando falamos de sintético, esperamos um campo mais rápido, mas hoje foi diferente. O campo tinha um material que fazia com que a bola não corresse com facilidade e ficava travando, também por causa da chuva", explicou o capitão da Raposa.