
Foto: José Cruz/Agência Brasil
O abono salarial do PIS/Pasep 2026 já tem calendário definido, com pagamentos distribuídos em lotes ao longo do ano conforme o mês de nascimento de cada trabalhador. Os depósitos têm início em 15 de fevereiro e se estendem até 15 de agosto, sendo que o prazo para saque vai até 30 de dezembro de 2026. O calendário foi aprovado pelo Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) e é válido tanto para trabalhadores da iniciativa privada quanto para servidores públicos.
A diferença está na instituição responsável pelo pagamento: a Caixa Econômica Federal realiza os depósitos do PIS, enquanto o Banco do Brasil é responsável pelo Pasep. A data de pagamento indica o momento a partir do qual o valor fica disponível para o beneficiário. Após essa data, o trabalhador tem até 30 de dezembro de 2026 para realizar o saque, independentemente do lote em que foi contemplado.
Para receber o abono em 2026, é necessário ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias em 2024, ter recebido até dois salários mínimos mensais no ano-base e estar inscrito no PIS/Pasep há no mínimo cinco anos. O valor do benefício varia de acordo com a quantidade de meses trabalhados em 2024, podendo chegar até um salário mínimo completo. A consulta sobre o direito ao abono está disponível desde 5 de fevereiro.
O trabalhador pode verificar se tem direito, qual o valor e em qual banco será pago por meio da Carteira de Trabalho Digital, do Portal Emprega Brasil ou pelo telefone 158. Uma mudança importante também foi aprovada pelo Congresso: o teto de renda para ter direito ao abono passará a ser corrigido pela inflação. A medida faz parte de uma regra de transição que prevê a redução gradual do público beneficiado. Até 2035, o abono ficará restrito a trabalhadores que recebem até 1,5 salário mínimo, com essa redução ocorrendo de forma progressiva ao longo dos anos. *Com informações de reportagens publicadas em 13/05/2026, 14/05/2026 e 15/05/2026.