
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
A Petrobras anunciou nesta quinta-feira, 28, o reajuste no preço da gasolina nas refinarias, após 122 dias sem alteração. O aumento é de R$ 0,48 por litro, mas a adesão da companhia ao programa de subvenção do governo reduz o impacto para as distribuidoras, com um desconto de R$ 0,44 por litro, resultando em uma alta efetiva de 1,5%. Com a subvenção econômica concedida pelo governo, o efeito do reajuste é consideravelmente reduzido para as distribuidoras e para o consumidor final. "Dessa forma, o efeito para as distribuidoras e para o consumidor final é mitigado pela subvenção econômica concedida.
Para as distribuidoras, o preço médio da gasolina A passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro, um aumento residual de R$ 0,04 por litro", explicou a estatal em nota. Para o consumidor final, o impacto também é limitado. Como a gasolina C vendida nos postos é obtida a partir da mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro, a parcela da Petrobras na composição do preço final passará dos atuais R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro.
Isso representa um aumento residual de no máximo R$ 0,03 a cada litro de gasolina C vendida nas bombas. A Petrobras também informou que esse valor é 27,6% menor do que o preço praticado em 31 de dezembro de 2022, reforçando que os preços seguem abaixo dos patamares anteriores. O reajuste anunciado, no entanto, representa menos da metade da defasagem dos preços da Petrobras em relação ao mercado internacional.
Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem da gasolina nas refinarias da estatal no fechamento de quarta-feira, 27, era de 55%, o que abriria espaço para uma alta de R$ 1,37 por litro. O ajuste realizado fica, portanto, muito aquém do que seria necessário para equiparar os preços ao mercado externo.