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Quase um ano após um episódio de homofobia contra um casal de mulheres na Região Oeste de Belo Horizonte, o acusado Paulo Henrique Mariano Cordeiro ainda não foi localizado. O caso, ocorrido em junho do ano passado, pode ter o processo encerrado caso o réu continue desaparecido.
A defesa de Gabriela Thais Santos Borges e Gabriela Lopes Fernandes solicitou que Paulo Henrique Mariano Cordeiro fosse citado por edital, recurso utilizado quando o paradeiro de uma pessoa é desconhecido. O pedido, no entanto, foi negado pela juíza responsável pelo caso, que justificou a decisão alegando que a Lei dos Juizados Especiais não permite esse tipo de procedimento nessa circunstância.
Com a negativa, a defesa recebeu um prazo de cinco dias para decidir entre desistir da ação ou apresentar um "endereço correto e atualizado" do réu. O processo criminal segue tramitando em paralelo, mas também enfrenta obstáculos. Paulo Henrique Mariano Cordeiro apresentou um atestado de insanidade mental, aceito pela Justiça, e o andamento do caso agora depende da nomeação de um perito do Estado, o que tem atrasado ainda mais a resolução do processo.
Em entrevista ao portal Voz da Diversidade, Gabriela Lopes criticou a postura do Judiciário diante da situação: "É um descaso absurdo do Judiciário de Minas Gerais. Uma juíza mulher indeferiu uma citação por edital na esfera cível e isso é muito triste", lamentou. A vítima demonstrou frustração com os entraves enfrentados ao longo de quase um ano de espera por uma resposta judicial ao caso.